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08/2012

Há 30 anos, o primeiro caso de aids era diagnosticado. De doença mortal à crônica, muita coisa mudou.

A próxima Saber Viver trará matérias especiais sobre as transformações da doença em três décadas.

Gostaríamos de ouvir você para fazer essa revista. Fale conosco: contatosite@saberviver.org.br

Veja abaixo os marcos importantes dessa história.

Aids na década de 80

1982 –  Apesar de já terem sido detectados casos da infecção no mundo, só em 1982 a doença recebe o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids, na sigla em inglês). No Brasil, o primeiro caso com o nome Aids é diagnosticado em São Paulo.

1985 – Surge o primeiro teste diagnóstico para a doença, baseado na detecção de anticorpos contra o HIV, vírus causador da Aids.

1986 – Criação do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

1987 – Início da utilização do AZT, primeiro medicamento que reduz a multiplicação do HIV.

A Assembléia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), decide transformar o dia 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta contra a Aids, para reforçar a solidariedade e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV.

 

Aids na década de 90

1990 – É criado o símbolo internacional de conscientização sobre a aids: o laço vermelho.

1991 – O Ministério da Saúde dá início à distribuição gratuita de antirretrovirais. No Brasil, 11.805 casos de Aids são notificados.

1994 – Estudos mostram que o uso do AZT ajuda a prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez e o parto.

1996 – O tríplice esquema de antirretrovirais, chamado de “coquetel”, por combinar dois inibidores de transcriptase reversa e um de protease, começa a ser utilizado.

Lei estabelece a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de HIV.

Brasil registra o aumento de casos de aids em mulheres e em pessoas carentes.

1997 – Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para o monitoramento de pacientes soropositivos em terapia antirretroviral no Brasil.

1998 – Lei define como obrigatória cobertura de despesas hospitalares com Aids por seguros-saúde privados.

1999 – Rede pública de saúde disponibiliza 15 medicamentos antirretrovirais.

O Governo Federal divulga redução em 50% o número de mortes de pessoas soropositivas, em função do uso do “coquetel anti-aids”. O número de infecções oportunistas é reduzido em 80%

 

Aids na década de 2000

Capa da revista Saber Viver, estimulando a gravidez responsável.

2001 – Brasil negocia e consegue reduzir o preço de medicamentos antirretrovirais produzidos por companhias farmacêuticas.

Implantação da Rede Nacional de Genotipagem do HIV-1 do Ministério da Saúde.

 

2003- O Programa Nacional de DST/Aids recebe US$ 1 milhão da Fundação Bill & Melinda Gates como reconhecimento às ações de prevenção e assistência no país. Os recursos foram repassados para ONGs que trabalham com portadores de HIV/Aids.

O Programa é considerado por diversas agências de cooperação internacional como referência mundial.

2006 – Brasil reduz em mais de 50% o número de casos de transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho, durante a gestação, o parto ou a amamentação.

2008 – Brasil conclui processo de nacionalização do teste rápido que permite detectar a presença do HIV em 15 minutos.

2009 – Programa Nacional de DST e Aids torna-se departamento da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e o Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais é integrado a ele.

Desde o início da epidemia, são notificados 544.846 casos de aids no país.

 

Aids na década de 2010

2011 – Primeiro antirretroviral produzido por um laboratório público brasileiro entra no mercado.

2012 – Elaborado por docentes, pesquisadores e representantes de organizações da sociedade civil brasileira, o manifesto AIDS no Brasil hoje: o que nos tira o sono? propõe uma revisão da resposta brasileira à epidemia de aids. O objetivo é superar antigos pressupostos e adotar novas práticas para recuperar os princípios essenciais que fizeram da resposta brasileira um exemplo para o mundo. “Conhecimentos acumulados não estão se transformando em políticas públicas que nos coloquem no caminho da última década da epidemia”, aponta o manifesto.

 

Fontes: Depto. de DST/AIDS – MS – História da Aids ; Agência Brasil – matéria: Descoberta da aids completa 30 anos ;Instituto Oswaldo Cruz (IOC)/Fiocruz e MSD Online – Mapa da Aids

 

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