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11/2012

AIDS – os próximos 30 anos

O FUTURO PERTENCE A TODOS NÓS

A aids não está sob controle e as evidências são muitas. Entre 2005 e 2010 houve um aumento de 10% no número de mortes por aids e de 12% no número de novos casos. Por outro lado, as pessoas soropositivas, mesmo as que estão em tratamento, sofrem um processo inflamatório que, com o passar do tempo, prejudica diversos órgãos e tecidos do corpo, causando problemas como infarto, derrame, osteoporose, demência e câncer. “Há uma série de problemas típicos do processo natural de envelhecimento celular que são mais comuns e tendem a aparecer mais cedo numa parcela significativa das pessoas infectadas pelo HIV,” explica o infectologista e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ricardo Sobhie Diaz.

Esses fatos, entre outros, exigem uma resposta à altura. “Se no passado declarar que éramos o melhor programa de aids do mundo legitimou as decisões ousadas que outrora caracterizaram o programa brasileiro e que tantos benefícios trouxeram à população, o que temos hoje é, pelo contrário, um programa desatualizado, cujos elementos são insuficientes para enfrentar a configuração nacional da epidemia”, sustenta o manifesto Aids no Brasil hoje – o que nos tira o sono, com quase 400 assinaturas, incluindo instituições, profissionais de saúde, pesquisadores e ativistas.

Ativismo em alta

O fim do repasse de verbas para ações estaduais e municipais com fins específicos de combate ao HIV e a descentralização da assistência de pessoas vivendo com HIV para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) são temas de recentes reuniões envolvendo ministério, coordenadores de programas de DST/Aids, pesquisadores e ativistas. Principalmente estes últimos lutam contra a ideia de que a aids agora é uma doença crônica e deve ser tratada como qualquer outra patologia. “Uma epidemia de recente descoberta, que apresenta novos desafios a cada ano, para a qual não existe cura e seu tratamento se torna cada vez mais complexo não pode ser considerada uma doença sob controle e muito menos crônica”, afirma documento divulgado ao final do 16º Encontro de ONGs/Aids do Interior Paulista.

Um dos maiores problemas levantados em todas as reuniões é o repasse de verbas para a sociedade civil. O representante do sudeste na Comissão Nacional de Aids, Roberto Pereira, defende que o Ministério da Saúde atue junto aos programas municipais e estaduais para a definição da utilização das verbas repassadas. Roberto afirma que alguns estados recebem o recurso, mas a burocracia local impede a utilização desta verba.

A discussão de estratégias que garanta às ONGs uma atuação à altura de sua contribuição na, até agora, vitoriosa resposta brasileira à epidemia de aids é o que se espera. Este é um trabalho de todos!

* Com informações da Agência de Notícias da Aids

Leia também: ONGs pra quê? de Carlos Basília

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