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09/2012

Ministério da Saúde amplia indicação de uso de antirretroviral – Medida visa reduzir a progressão da doença, as infecções associadas à aids e a transmissão do HIV

A decisão segue tendência atual da terapia anti-aids. Durante a Conferência Internacional de Aids de 2012, realizada nos EUA, um painel recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o HIV sejam tratados com antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno. “Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado”, afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta.

No Brasil, o novo Consenso Terapêutico da doença, documento orientador do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do MS, indica o inicio da terapia antirretroviral para todas as pessoas com contagem de linfócitos CD4 – células de defesa do organismo que indicam o funcionamento do sistema imunológico – menor ou igual que 500 células/mm3.  Antes, o parâmetro para início do tratamento era menor ou igual que 350 células/mm3.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca um dos motivos para o tratamento precoce: “O tratamento reduz o risco de infecções oportunistas como a tuberculose, que é a infecção associada que causa maior mortalidade associada ao HIV no país”.

Outras mudanças

Pelo consenso, também há indicação de terapia antirretroviral para casos específicos, como coinfecção com hepatite B, doença cardiovascular ou renal atribuída ao HIV e tumores, mesmo se a contagem de linfócitos estiver acima de 500 células/mm3.

Como medida de prevenção, as novas recomendações do Ministério da Saúde incluem a possibilidade de antecipação do início do tratamento para evitar a transmissão entre parceiros sexuais fixos sorodiscordantes – relação em que um é soropositivo e o outro, não. A iniciativa complementa as estratégias de prevenção já existentes, com destaque para estímulo ao uso de preservativos.

As mudanças no Consenso deverão atingir cerca de 35 mil pessoas que não estavam no grupo indicado para uso dos medicamentos. “As diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde servem de referência aos profissionais de saúde, que devem discutir com os pacientes diagnosticados a possibilidade de início precoce do tratamento”, esclarece o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Fique Sabendo

Outra ação para reforçar o enfrentamento à aids é a ampliação da testagem rápida, por meio da ação Fique Sabendo, que passará a contar com serviços móveis.“Estamos diante do desafio de sensibilizar as gerações mais jovens a desenvolverem uma atitude para prevenção da aids”, avalia Padilha.

Com a mesma confiabilidade do tradicional, o teste rápido exige apenas uma gota de sangue e fica pronto em cerca de 30 minutos. O exame é produzido pela Fiocruz e pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A entrega do resultado é sigilosa e, se o resultado final der positivo, a pessoa em atendimento é encaminhada para tratamento nos serviços de referência. A meta, até o final de 2012, é chegar à marca de 3 milhões de exames.

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