Saber Viver Mulher

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Mulher » Saber Viver Mulher n.02

12/2004

Nossos especialistas respondem

Esqueci o remédio


Débora Fontenelle 

Clínica Geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto
e Gerência de DST/Aids da Secretaria Municipal de
Saúde do Rio de Janeiro

Por diversas vezes, esqueci de tomar os remédios contra a aids nos horários certos. Quando isso acontece, o que devo fazer?
Maria Lúcia – São Paulo – SP

Tome assim que lembrar. Se você só se lembrar quando estiver quase na hora de tomar a outra dose da medicação (por exemplo, faltando duas horas para a próxima dose), é melhor não ingerir o remédio com tanto atraso e esperar para tomar a próxima dose do medicamento na hora certa.
É importante que isso não volte a acontecer, pois os atrasos nas tomadas dos remédios facilitam o aparecimento de cepas do HIV resistentes aos medicamentos que você está usando, prejudicando seu tratamento. E saiba que de nada adianta tomar as duas doses (a atrasada e a que está na hora certa) no mesmo horário. Pelo contrário, esse tipo de atitude também atrapalha o tratamento.

Hora certa de contar para o meu filho



Juliana Mattos

Psicóloga e coordenadora do Projeto ConvHIVer

Gostaria de saber qual é a melhor hora para revelar ao meu filho que ele é soropositivo?Consuelo Lima – Florianópolis – SC

Quando a criança começa a perguntar o motivo de suas idas ao médico e o porquê de tantos remédios, é hora de começar a falar sobre o assunto. Responda apenas o que ela quer saber, de forma simples e objetiva. As respostas devem acompanhar o amadurecimento da criança. Se ela não tem como compreender o que é aids, diga que ela tem um problema no sangue que precisa ser tratado. Com o decorrer do tempo, vá aumentando o nível de informação, até que a criança possa entender o que tem.
Procure não mentir, para que a criança se sinta respeitada. Isso evita que ela crie suas próprias fantasias, geralmente ameaçadoras, a respeito do que ela tem e também evita que ela descubra por terceiros. É importante que a criança saiba pela família.
É melhor que a criança saiba antes de chegar à adolescência e que você, ao falar sobre o assunto, se sinta fortalecida para que possa lhe passar segurança.

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