Saber Viver Mulher

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Mulher » Saber Viver Mulher n.02

12/2004

Saiba mais sobre gravidez, menopausa e osteoporose em mulheres HIV+

 

FILHOS NA HORA CERTA

 

A camisinha é o método anticoncepcional ideal para quem é soropositivo. Além de evitar a gravidez, ela evita a contaminação e a recontaminação pelo HIV. Sem falar que preservativo não dá efeito colateral. Mas, para tudo dar certo, é preciso saber usar.

 

Faça a coisa certa
• Só ponha o preservativo quando o pênis estiver duro.
• Aperte a ponta do preservativo com uma mão e desenrole-o com a outra até a base do pênis.
• Após a ejaculação, retire o pênis da vagina o mais rápido possível e, em seguida, retire o preservativo.
• Use somente lubrificantes à base de água, para não romper o preservativo.
• Nunca use a camisinha mais de uma vez.

 

Contracepção de emergência
Mais conhecida como pílula do dia seguinte, a contracepção de emergência, como o próprio nome diz, só deve ser usada em caso de emergência. “Se a camisinha se romper durante o ato sexual, a pílula do seguinte pode ser indicada. Mas esse método não pode ser usado com freqüência”, alerta a médica Débora Fontenelle. “Além de não proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, sua eficácia contra a gravidez se reduz drasticamente se a primeira dose da contracepção de emergência não for realizada em até 72 horas após a relação desprotegida ou rompimento da camisinha e a segunda, 12 horas depois”. Débora aconselha às mulheres que encontram problemas em usar camisinha durante a relação sexual que conversem com seu médico sobre suas dificuldades e, se for o caso, que levem seus parceiros também.

 

 

MENOPAUSA E OSTEOPOROSE EM MULHERES HIV+


Marcos D’Ippolito 

Ginecologista-obstetra. Chefe de Clínica da Unidade Materno Fetal
do Hosp. dos Serv. do Estado-RJ, consultor técnico do PN-DST/Aids-MS
para o Consenso de Gestantes, membro da Câmara Técnica de Aids do
Cons. Reg. de Medicina- RJ e pesquisador internacional em infecção
perinatal pelo HIV.

Quando falamos em menopausa e osteoporose em mulheres HIV+, infelizmente ainda não temos respostas conclusivas, mas, através deste breve artigo, vou tentar desfazer alguns mitos.
Primeiro, não existe nenhuma relação direta entre a menopausa e a infecção pelo HIV e o uso dos anti-retrovirais. Quanto à relação de drogas anti-aids e osteoporose, os artigos mais significativos surgiram em 1998. Depois disso, poucas novidades foram publicadas sobre o assunto. Porém, existem algumas polêmicas. Não se conhece bem o desenvolvimento da osteoporose, mesmo na população geral. Sabe-se que, como as células ósseas (assim como todas do organismo) têm de ser renovadas, com a idade essa renovação torna-se lenta e ineficiente, levando a uma diminuição da densidade óssea. Inicialmente, sugeriu-se que os inibidores de protease (IP) poderiam ocasionar ou piorar esse processo. Hoje os dados mais significativos mostram que possivelmente nem eles e nem outra classe de anti-retrovirais têm esse efeito. A menopausa acarreta uma aceleração dessa diminuição devido ao déficit de estrogênio.

Durante a menopausa, a mulher soropositiva deve ter maior atenção com alguns efeitos colaterais, como aumentos de triglicerídeos e colesterol.
Os sintomas da menopausa – ondas de calor, suores noturnos, insônia, diminuição do desejo sexual, irritabilidade, depressão, ressecamento vaginal, diminuição da atenção e memória – são os mesmos, independente do status sorológico; o que difere são aspectos individuais.

Algumas dicas para evitar a osteoporose: dieta rica em cálcio e vitamina D, exercícios físicos adequados (ex: musculação), exposição à luz solar (em horários recomendados para a prevenção do câncer de pele), eliminar o fumo, controlar o peso, beber moderamente e só usar medicamentos com prescrição médica. Após a menopausa, exames de densitometria óssea periódica são aconselhados.

 

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