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Saber Viver » Saber Viver n.11

08/2001

Estavudina + Didanosina + Nevirapina

Essa combinação, apesar de fácil, exige um certo cuidado, principalmente com a NEVIRAPINA

A NEVIRAPINA deve ser tomada, inicialmente, 1 comprimido 1 vez por dia. Depois de 14 dias, a dose recomendada é 1 comprimido 2 vezes por dia (de 12 em 12 horas). A NEVIRAPINA provoca um efeito colateral chamado rash: pintas vermelhas podem aparecer pelo seu corpo. Mas se você seguir a maneira de tomar acima indicada, a chance de sofrer com esse efeito colateral é bem menor. De qualquer forma, assim que o efeito aparecer, não pare de tomar a NEVIRAPINA e procure imediatamente seu médico. Caso não o encontre, procure outro médico infectologista na unidade de saúde onde você se trata e relate o que está se passando. O rash é quase sempre contornável com medicamentos.
A DIDANOSINA também requer atenção porque deve ser tomada em jejum: 45 minutos antes e 45 minutos depois de tomá-la você não pode comer nem beber nada, a não ser água. Alguns médicos, diferentemente do que é mostrado aqui, prescrevem 2 comprimidos de DIDANOSINA 2 vezes ao dia. Mas tanto essa forma de tomar quanto a indicada aqui funcionam muito bem.

ESTAVUDINA (Zeritavir) – 1 cápsula de 12 em12 horas
NEVIRAPINA (Nevimune, Viramune) – 1 comprimido por dia durante 14 dias, depois 1 comprimido de 12 em 12 horas
DIDANOSINA (ddI) – 4 comprimidos, diluídos em meio copo de água, 1 vez ao dia, em jejum. Ou seja, 45 minutos antes e 45 minutos depois de tomá-lo você não pode comer nem beber nada, a não ser água

Observe com cuidado o rótulo do seu medicamento
Todo medicamento possui um nome técnico que é o nome da substância com a qual ele é feito. Na maioria das vezes, porém, os remédios são conhecidos por seu nome fantasia. O Bactrim é um bom exemplo disso: seu nome técnico é sulfametoxazol + trimetropim e existem diversos nomes fantasia para essa substância (Bactrim, Espectrim, Infectrim). Com os remédios contra a Aids acontece a mesma coisa. Medicamentos feitos a partir de uma mesma substância adquirem nomes fantasia diferentes, de acordo com os laboratórios que os fabricam. O nome da substância, no entanto, está, obrigatoriamente, presente nos frascos de todos os medicamentos.
Até bem pouco tempo atrás, só laboratórios estrangeiros produziam os anti-retrovirais e eles eram conhecidos apenas pelo nome fantasia, mais fácil de gravar. Hoje, diversos laboratórios estrangeiros e brasileiros estão produzindo esses medicamentos e o governo disponibiliza na rede pública aqueles que tiverem o melhor preço.

Atenção ao nome da substância
Por causa dos diversos nomes fantasia que os anti-retrovirais podem ter, é preciso atenção redobrada. Para que não haja confusão, é fundamental que você se familiarize com o nome das substâncias dos medicamentos que toma. “Ao buscar seus anti-retrovirais na farmácia, confira se o nome técnico do remédio, ou seja, o nome da substância, está correto”, aconselha o infectologista Estevão Portela. “Caso haja alguma dúvida, pergunte ao farmacêutico, que deve estar capacitado para orientá-lo”, diz ele. “É preciso, também, que os nomes das substâncias dos anti-retrovirais passem a constar nas receitas médicas. Isso facilita o reconhecimento desses medicamentos, por parte dos pacientes, já que o nome fantasia está sempre mudando”, completa Portela.

Peça maiores esclarecimentos ao seu médico
Alguns medicamentos nem têm nome fantasia, só o da substância. São os chamados genéricos. Tantas variáveis podem causar insegurança nos pacientes, que muitas vezes acham que estão levando o remédio errado. Por isso a importância de se conhecer o nome técnico de seu medicamento. Quanto à eficiência dos anti-retrovirais, entretanto, você pode ficar tranqüilo. Não importa o laboratório que os produz, todos passam por uma fiscalização rigorosa. “Nossa experiência vem mostrando que medicamentos de laboratórios diversos têm o mesmo efeito”, conta Estevão Portela.

Apesar de parecer confuso tantos nomes diferentes para os mesmos medicamentos, graças a essa diversidade de laboratórios produzindo medicamentos anti-retrovirais, é possível torná-los acessíveis a todos os portadores do HIV.

7h da manhã
A primeira coisa que João faz ao acordar é tomar 1 cápsula de ESTAVUDINA e 1 comprimido de NEVIRAPINA, que ficam em uma gaveta da sua mesinha de cabeceira. Assim, ele nunca os esquece. Agora, ele só vai pensar em remédios daqui a 12 horas.


7h da noite

Ao chegar em casa, João dilui os 4 comprimidos de DIDANOSINA em meio copo de água e os toma, pois já faz mais de 45 minutos que ele está sem comer. Depois ele toma também 1 cápsula de ESTAVUDINA e 1 comprimido de NEVIRAPINA, pois não há problema algum em ingerir esses três medicamentos juntos. Para respeitar o jejum exigido pela DIDANOSINA, João espera 45 minutos para comer alguma coisa.

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