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Solução » Solução n.10

12/2005

A atuação do farmacêutico nas pesquisas clínicas

Centros de pesquisa no Rio e em São Paulo revelam a importância do profissional de farmácia em ensaios clínicos

Equipe do Projeto Praça Onze da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Descobrir novos medicamentos antirretrovirais requer muito empenho, tanto do ponto de vista financeiro quanto humano. Em todas as etapas da pesquisa, profissionais engajados e capacitados têm que atuar de forma orquestrada e direcionada a um objetivo comum. Os ensaios clínicos (em que os medicamentos são testados em seres humanos) é a etapa mais delicada. Nesses casos, contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental. Médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e farmacêuticos envolvidos em pesquisas clínicas devem trabalhar não só para a descoberta de novos medicamentos ou de novas alternativas de tratamento: a equipe deve buscar também o bem estar dos voluntários comprometidos no processo.

O Projeto Praça Onze da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Unidade de Pesquisa de Vacinas anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, dois dos principais centros de pesquisas e vacinas para o HIV no Brasil, contam com farmacêuticos em seus ensaios clínicos.

Atribuições do farmacêutico são fundamentais nas pesquisas 
“O trabalho do farmacêutico é indispensável para o sucesso das pesquisas clínicas”, afirma Gustavo Mizuno, farmacêutico da Unidade de Pesquisa do CRT DST/Aids. “Ele é o profissional habilitado para lidar com os produtos investigacionais, novas drogas, vacinas, etc”, diz. Mizuno lamenta, no entanto, a dificuldade encontrada por este profissional para ocupar seu espaço: “No Brasil não há uma cultura de integrar o farmacêutico nas pesquisas clínicas. Isso só ocorre quando o patrocinador do estudo exige no contrato a presença do profissional de farmácia na unidade de pesquisa”, afirma.

Armazenamento, dispensação e controle dos produtos que estão em teste são algumas das funções para as quais o farmacêutico está mais capacitado do que qualquer outro profissional, como explica Cynthia Ventura Correa Silva, farmacêutica do Projeto Praça Onze: “Dentro das unidades de pesquisa, cabe ao farmacêutico cuidar de toda a parte logística dos produtos em teste, organizar os documentos e protocolos referentes às pesquisas em andamento, armazenar os produtos de forma adequada e dispensá-los de forma cronológica, para que não haja desperdício”, esclarece.

Encontros entre equipe e voluntários estimulam a aderência
Cynthia integra uma equipe multidisciplinar que se reúne uma vez por mês com os voluntários que fazem parte dos estudos. “Nos encontros, tiramos as dúvidas dos pacientes em relação ao produto em teste, conversamos sobre os problemas encontrados por eles durante o tratamento e discutimos a importância da aderência, tanto para a saúde do paciente como para verificar a eficácia da nova droga”, explica a farmacêutica. Segundo Cyntia, os dados sobre a aderência são armazenados e comparados entre unidades de pesquisa do mundo todo, onde os mesmos estudos estão em andamento.

SAIBA + 
Unidade de Pesquisa de Vacinas anti-HIV do CRT DST/Aids de São Paulo
www.crt.saude.sp.gov.br/vacinas Tels: 11 50823952 / 50815052

Projeto Praça Onze 
www.projetopracaonze.ufrj.br
 Tel: 21 2273 9073

Na foto: Equipe do Projeto Praça Onze da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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