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Solução » Solução n.15

10/2006

A farmácia no Brasil e a distribuição de anti-retrovirais

Dos remédios da natureza utilizados ancestralmente pelas tribos indígenas e depois para curar doenças e ferimentos adquiridos durante a ocupação dos primeiros europeus, a história da farmácia brasileira acumula séculos de existência.
Hoje, ao mesmo tempo em que plantas medicinais ainda são utilizadas
como remédio por brasileiros, o desenvolvimento científico e tecnológico levou à produção farmacêutica a ocupar uma posição estratégica nas políticas nacionais de saúde pública. Um marco histórico disso é a garantia ao acesso universal e gratuito aos medicamentos antiretrovirais pelo Estado brasileiro.

Federação Nacional de Farmácia defende o acesso gratuito a medicamentos
“O acesso aos anti-retrovirais é uma conquista da sociedade brasileira, incluindo o movimento organizado e os profissionais de saúde envolvidos e significou um marco para a profissão de Farmácia no Brasil”. Esta é a avaliação de Célia Chaves, atual presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar). Entretanto, segundo ela, é fundamental que este acesso seja ampliado a outras patologias e seja sustentado por uma política que garanta o acesso ininterrupto aos anti-retrovirais.
“A Fenafar defende e tem lutado pelo direito da população de acesso aos medicamentos essenciais dentro dos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade. Portanto, lutamos pela garantia ao acesso dos anti-retrovirais”, conclui a presidente.


Fonte: Reprodução do livro Rio de Janeiro cidade mestiça, ilustrações Jean-Baptiste Debret plena rua, perto de uma casa.

Breve história da farmácia no Brasil
Por muito tempo no Brasil colonial, era nas enfermarias e boticas dos colégios jesuítas onde o povo encontrava drogas e medicamentos vindos da Europa, além de remédios preparados com plantas medicinais nativas. O próprio José de Anchieta é considerado por alguns o primeiro boticário de Piratininga (atual São Paulo).
Mais tarde, surgiram as boticas comerciais. Algumas, no Rio de Janeiro particularmente, por vezes tão luxuosas que, em vez de balcão, tinham uma espécie de altar, com pintura e ornamentos dourados.
Obviamente, esses locais não atendiam africanos e outras populações mais pobres da cidade. Para eles, em cada bairro, havia o “cirurgião africano”, cujo gabinete de consulta, muitas vezes, era instalado, sem a menor cerimônia, no vão da porta de uma venda. O “profissional” indicava e preparava os remédios, atuando também como farmacêutico da área. A ilustração de Jean-Baptiste Debret, do século XIX, retrata o “cirurgião africano” aplicando ventosas em

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