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Solução » Solução n.14

08/2006

A importância do curso técnico

Mercado começa a reconhecer profissional de farmácia de nível médio


No Brasil, 5% dos profissionais que dispensam medicamentos para pessoas vivendo com HIV/Aids têm o primeiro grau incompleto. No entanto, podem receber o mesmo salário que um profissional que tenha o curso de Técnico em Farmácia. Esta foi uma das conclusões da pesquisa realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, por solicitação do Programa Nacional de DST/Aids.

O disparate estende-se por todo o campo da Farmácia. Enquanto o Conselho Federal de Farmácia ainda não reconhece o profissional de nível médio, o Ministério do Trabalho já define suas atribuições, e a Vigilância Sanitária os registra.

Questão de tempo
Renata Nunes, farmacêutica que coordena no Senac do Rio de Janeiro a Habilitação Profissional de Técnico em Farmácia, acredita que a aceitação do técnico pelo Conselho é uma questão de tempo: “Vão acabar reconhecendo, porque existe uma demanda domercado de trabalho. Muitos concursos públicos já exigem esse diploma”, observa.

Renata explica que a formação do técnico compreende conhecimentos específicos de farmácia alopática e homeopática, além dos fundamentos e princípios ético-legais que regem a área. Segundo ela, o técnico é o profissional auxiliar da área de saúde que trabalha sob orientação e supervisão do farmacêutico, seja no atendimento em balcão da farmácia/drogaria ou na manipulação de medicamentos, seja em tarefas administrativas relacionadas aos processos de compra, estoque e distribuição de medicamentos ou ainda no marketing/ promoção de vendas.

Cursos na Fiocruz e no Senac
A Fundação Oswaldo Cruz oferece o curso de Aperfeiçoamento Técnico em Farmácia Hospitalar. A coordenadora Noemi Rosa Pereira explica que o curso se dirige a quem já trabalha em farmácia hospitalar de instituição pública. “Selecionamos os candidatos pelo currículo. Além de atuar na área, ele precisa ter o ensino médio completo”, diz Noemi.

A procura é grande, mas a instituição não tem capacidade para mais que 30 vagas por ano. No módulo sobre HIV/Aids, são dadas desde informações gerais sobre a doença, até instruções específicas para operar o Siclom (Sistemade Controle Logístico de Medicamentos). O curso dura dez meses, e as aulas acontecem uma vez por semana. O custo total fica em torno de R$ 200,00.

Já no Senac/RJ, o custo passa de R$ 3.000,00. Criado há seis anos, o curso de Habilitação Profissional de Técnico em Farmácia dura aproximadamente 16 meses (sem férias) e exige, como pré-requisito, o diploma do ensino médio. Em quatro módulos, são desenvolvidas competências para que se atue em farmácia hospitalar, farmácia de manipulação, drogaria e indústria farmacêutica. A Aids é abordada no módulo que discute a saúde pública. Além das aulas, os alunos fazem estágio em locais conveniados, que podem ser públicos ou privados.

Para completar, o Senac mantém um cadastro dos alunos à disposição das empresas.
“Todo mundo sai daqui empregado”, garante Renata Nunes.

SAIBA +
Senac Rio
www.rj.senac.br – saude@rj.senac.br

Senac São Paulo
www.sp.senac.br/saude
Nas unidades do Senac de todo o Brasil são oferecidos cursos na área de farmácia. Acesse http://www.senac.br/conheca/cham_cursos.asp ,
entre na página do seu estado e escolha o curso que você deseja.

Fiocruz
Coordenação de Ensino do Ipec (Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas)
Informações: 21 3865 9581 | ensino@ipec.fiocruz.br

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