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Solução » Solução n.23

04/2008

A Johns Hopkins veio ao Rio

Médico e farmacêutico comentam os  destaques da Conferência

A oitava edição da Conferência Brasil Johns Hopkins University em HIV/Aids reuniu, no Rio de Janeiro, americanos como Joel Gallant, John Bartlett e Jean Anderson e brasileiros como Mauro Schechter e Esaú Custódio João Filho. No conjunto, 16 médicos contribuíram para a atualização, em HIV/aids, de 1017 profi ssionais de saúde, nos dias 3 e 4 de abril. O enfoque das apresentações, como acontece todos os anos, privilegiou o ponto de vista médico. Mas isso não impediu que farmacêuticos aproveitassem a oportunidade para colocar os conhecimentos em dia.

A visão de um médico
O infectologista Gustavo Magalhães atende em três unidades – Posto de Saúde Lincoln de Freitas Filho e Hospital Estadual Albert Schweitzer, no Rio de Janeiro, além do Hospital Geral de Nova Iguaçu, em Nova Iguaçu. É também professor da Universidade da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Ele assistiu a oito mesas e considerou o evento importante para a troca de experiências: “Achei muito bom, pois tivemos a oportunidade de estar mais perto dos profi ssionais da Johns Hopkins”, disse.


Solução – Quais os temas que mais chamaram sua atenção?

Gustavo magalhães – Os medicamentos anti-retrovirais de classes novas e os tratamentos da dislipidemia, das hepatites virais e da tuberculose. Medicamentos como os inibidores de entrada (inibidores de
co-receptores CCR5) e os inibidores da integrase, que ainda não estão disponíveis na rede pública, mas estão para chegar. Na palestra sobre tuberculose, Betina Durovni levantou o problema sobre a resistência aos medicamentos habituais. Também destaco a apresentação de João Silva de Mendonça, que falou dos Consensos para o tratamento das hepatites virais.

A visão de um farmacêutico
O farmacêutico Marcelo Benevenute Santos revezou-se com a equipe do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC-Fiocruz) para assistir a cinco das 16 mesas. Ele considerou o evento útil para a atualização dos profissionais de farmácia que lidam diretamente com os pacientes: “Mantendo- me informado, tenho condições de orientar os pacientes e auxiliar os médicos”, disse.

Solução – O que você destaca do que ouviu?
marcelo benevenute – A avaliação dos efeitos dos anti-retrovirais durante a gravidez, principalmente em relação aos efeitos congênitos que podem causar. O efavirenz, por exemplo, deve ser evitado. Também gostei de ouvir sobre o tratamento adequado de DSTs e de infecções oportunistas, com destaque para a terapia preventiva para tuberculose e para co-infecção hepatite-HIV. Os conferencistas também falaram nos avanços conseguidos com os medicamentos de classes novas, mas alertaram para o fato de que o HIV continua letal, como era há dez anos. Mostraram-se preocupados com a possibilidade de se esgotarem as opções terapêuticas.

Nota

Darunavir pode agravar hepatite

Em março, a Janssen-Cilag Farmacêutica divulgou nota sobre o darunavir, anti-retroviral tratado na coluna Na prateleira, na edição de fevereiro do SOLUÇÃO. Segundo o comunicado, transtornos hepatobiliares incomuns têm acometido pacientes que começaram a tomar o medicamento. Para os pacientes com insufi ciência hepática grave, o laboratório recomenda precaução na administração do medicamento. Para os pacientes com disfunção hepática preexistente, o laboratório recomenda atenção especial; se a doença se agravar, a interrupção ou a descontinuidade do tratamento devem ser consideradas.

SAIBA MAIS
Serviço de Informações Científi cas da Janssen- Cilag Farmacêutica: 0800-7013017www.portalmed.com.br

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