Saber Viver Tuberculose

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Tuberculose » Saber Viver Tuberculose n.01

06/2005

A Tuberculose no Município do Rio de Janeiro

O Brasil apresenta o maior número de casos de tuberculose (TB) em toda a região da América Latina e Caribe, ocupando, segundo a Organização Mundial de Saúde, a 15a posição no ranking dos 22 países com os maiores números de casos da doença. De 1998 a 2000, o Ministério da Saúde identificou, em média, 96.000 casos de TB a cada ano. A taxa de tuberculose no Estado do Rio de Janeiro é a maior do país. O município do Rio de Janeiro (MRJ) ocupa a 12ª posição no ranking de incidência do Estado com cerca de 6.500 casos novos notificados anualmente.

A tuberculose pode afetar qualquer pessoa, mas algumas populações são mais vulneráveis. Dentre as populações com maior risco à tuberculose, estão as pessoas vivendo com HIV/Aids. O risco de um portador do HIV desenvolver TB é muito maior do que o de uma pessoa não portadora. Por isto, o controle da tuberculose requer a implementação de várias estratégias integrando a prevenção e o tratamento desenvolvidas de forma conjunta pelos Programas de TB e de HIV/Aids. Uma dessas estratégias é reduzir o risco de TB em pacientes HIV+, através do uso do medicamento isoniazida, pode-se prevenir o desenvolvimento da tuberculose naqueles que tiveram contato com o bacilo da TB.

Com esta finalidade, a Secretaria Municipal de Saúde está desenvolvendo um projeto para capacitação dos profissionais de saúde, cujo objetivo é integração dos programas de TB e HIV, melhorando a assistência aos pacientes. Uma das principais atividades será intensificar a realização do teste de detecção da tuberculose latente, chamado PPD, em portadores do HIV. Este teste permite identificar pessoas com maior risco de adoecer e que, portanto, se beneficiariam do tratamento preventivo. Outra atividade importante será a promoção do diagnóstico precoce da infecção pelo HIV através da oferta do teste anti-HIV para as pessoas com TB.

A associação da TB com a Aids é perigosa para a saúde. Portanto, quanto mais cedo se descobrir que uma pessoa tem o bacilo da TB e o vírus HIV, mais cedo será possível intervir e impedir o adoecimento.

Betina Durovni e Valéria Saraceni, coordenadora e assistente da Coord. de Doenças Sexualmente Transmissíveis da SMS/RJ e Solange Cavalcante, gerente do Programa de Controle da Tuberculose da SMS/RJ

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