Publicações

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.11

12/2007

Diretrizes para uma boa adesão ao tratamento

Profissionais de saúde comprometidos com seu trabalho sabem que conquistar a adesão do paciente à terapia anti-retroviral é um dos maiores desafios para o sucesso do tratamento. Para auxiliá-los, recentemente, o Ministério da Saúde publicou o documento Diretrizes para o fortalecimento das ações de adesão ao tratamento para pessoas que vivem com HIV/Aids. Um instrumento com estratégias de ações de adesão que podem ser replicadas.

“As atividades dos serviços de saúde devem ser organizadas de forma a facilitar a adesão dos usuários não só ao tratamento, mas ao próprio serviço, oferecendo alternativas de atendimento diversificadas e estabelecendo fluxo diferenciado para pessoas com maiores dificuldades. Para tanto, alguns fatores merecem especial atenção: flexibilidade de horário, atenção diferenciada para os diversos grupos populacionais e garantia de cuidado multidisciplinar”, diz o documento de 32 páginas.


ESTRATÉGIAS QUE PODEM AJUDAR NA ADESÃO

Além de informar e orientar os profissionais de saúde, as “Diretrizes” apresentam estratégias de ação que podem ajudar na adesão dos pacientes ao tratamento anti-retroviral. Entre elas: rodas de conversa, atividades de sala de espera, parcerias com a sociedade civil e consulta conjunta.
O documento conclui que “as ações de adesão ao tratamento anti-retroviral pressupõem uma abordagem integrada de diversos elementos, entre eles a redução de vulnerabilidades e estigmas, o fortalecimento da participação dos usuários nos serviços e o diálogo permanente entre as pessoas vivendo com HIV/aids e profissionais de saúde. O papel dos profissionais não é promover adesão a qualquer custo, mas respeitar as escolhas, participando do processo de co-responsabilização do tratamento”.

MANUAL, SEMINÁRIOS E OFICINAS VÃO APROFUNDAR O TEMA
Após as Diretrizes, será lançado um Manual de Adesão para aprofundar o debate sobre o tema. “Será um manual mais prático, para ser utilizado pelos profissionais de saúde que quiserem trabalhar a adesão, mas não sabem como”, afirma Ivana Drummond, psicóloga e assessora técnica do Programa de DST e Aids do Ministério da Saúde. “Vamos incentivar a realização de seminários locais e regionais e oficinas de adesão em congressos nacionais e internacionais” diz a representante do Ministério da Saúde.

INICIATIVAS PREMIADAS
Recentemente, o Ministério da Saúde premiou seis ações de adesão que concorreram ao Prêmio Nacional de Adesão. Na categoria serviços de saúde, o vencedor foi o Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids (São Paulo/SP) pelo projeto Assistência Domiciliar terapêutica e Paliativa – ADTP, seguido do Serviço Ambulatorial Especializado de Araçatuba pelo projeto Estratégias para a adesão e resultados alcançados com pacientes em uso de enfuvirtida do serviço ambulatorial especializado. Em terceiro lugar, o Programa Municipal de DST/Aids de Contagem/MG pelo projeto Eu conheço meu tratamento.

Na categoria sociedade civil, os premiados foram: o Instituto Vida Nova, Integração Social, Educação e Cidadania (São Paulo/SP), pelo projeto Malhação Vida Nova; a Associação Sócio-cultural Dias da Cruz (Rio de Janeiro/RJ), pelo projeto Estrelando – uma experiência de videoteca na clínica de Aids do PAM Antônio Ribeiro Netto; e o Grupo Hipupiara, Integração e Vida (São Vicente/SP), pelo projeto Café Cidadão – Grupo de Adesão à Vida.

“O prêmio foi um grande incentivo aos serviços e às ONGs e nos ajudou a mapear as ações em prática no país. Estas ações servirão de exemplo e poderão ser replicadas pelos estados e municípios”, conclui Ivana Drummond.

Compartilhe