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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.21

12/2010

ARVs após exposição sexual ao HIV

Ministério da Saúde amplia a utilização de profilaxia pós exposição para casos específicos de relação sexual com alto risco de infecção pelo HIV

 A utilização de antirretrovirais para evitar a infecção pelo HIV após possível contato com o vírus já é atualmente recomendada para profissionais de saúde, a profilaxia pós exposição ocupacional, e nos casos de violência sexual. Agora, a profilaxia também está sendo indicada após exposição sexual com alto risco de infecção pelo HIV.

O documento direcionado aos profissionais de saúde é parte do suplemento III do consenso terapêutico para o tratamento de adultos infectados pelo HIV (ver área útil, na última página).

O texto atualiza procedimentos terapêuticos, indicando quando e como prescrever o uso de antirretrovirais após situações de risco (ver quadro). O principal objetivo dessas recomendações é diminuir o risco da transmissão em casos excepcionais.

“O suplemento é direcionado e tem uma linguagem voltada para os profissionais de saúde, especialmente o profissional da área médica, que faz a avaliação de risco e toma a decisão sobre a prescrição de antirretrovirais”, diz Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Até 72 horas após exposição
Os medicamentos estarão disponíveis nos Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e nos serviços que já atendem situações de urgência, como no caso de violência sexual. O atendimento deve ser feito, preferencialmente, nas duas primeiras horas após a relação sexual desprotegida e, no máximo, em até 72 horas. Ao receber o coquetel pós-exposição, a pessoa é orientada sobre os objetivos da utilização dos medicamentos, os possíveis efeitos adversos e a importância dos medicamentos.

Para o profissional de saúde, o consenso reforça a importância de uma atitude acolhedora e sem julgamento no atendimento. Além de propiciar formação do vínculo, a estratégia favorece a adesão a medidas reco mendadas, especialmente as preven tivas. A oferta do teste de aids faz parte do procedimento, que deve ser informado ao paciente. O exame de ve ser feito 30 dias depois da situação de risco e repetido seis meses depois.

28 dias de tratamento
“Não se trata de uma pílula do dia seguinte. É um coquetel que uma pessoa sem HIV deverá tomar por 28 dias. É uma medida de carater emergencial, para atender casos específicos. Não se recomenda a profilaxia nos casos de contatos sexuais sem penetração, como masturbação mútua, ou sexo oral sem ejaculação na cavidade oral” afirma Ronaldo Hallal. O procedimento também não é indicado em casos de relações desprotegicas recorrentes.

Em caso de violência sexual, a principal atualização do suplemento referese a esquemas terapêuticos mais cômodos para a vítima. O objetivoé propiciar que a pessoa conclua a terapia indicada de forma menos traumática.

Veja abaixo o quadro de indicações para profilaxia pós exposição sexual:

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