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Solução » Solução n.04

12/2004

Associações inaceitáveis

Existem combinações de anti-retrovirais consideradas inaceitáveis, de acordo com as recomendações para terapia anti-retroviral incluídas em manuais editados pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde

Algumas associações de anti-retro-virais podem ser antagônicas, potencializar toxicidades ou gerar interações medicamentosas indesejáveis. É importante que os profissionais de farmácia estejam cientes dessas informações como mais uma forma de colaborar com o tratamento contra a Aids. Caso o farmacêutico receba uma receita médica com uma dessas combinações inaceitáveis, o melhor a fazer, segundo Marília Santini, médica pesquisadora do Setor de DST/Aids do Hospital Geral de Nova Iguaçu (RJ), é entrar em contato com o médico que a receitou e, se não for possível, discutir o caso com o médico de plantão na unidade de saúde dispensadora. “O farmacêutico não pode alterar a receita do médico. As prescrições não recomendadas pelo consenso brasileiro não estão necessariamente erradas. Elas podem ser justificadas por situações próprias de cada paciente, incluindo seus hábitos de vida e as drogas que foram usadas em esquemas anteriores”, diz Marília. Importante: procure não assustar o paciente, deixando-o inseguro sobre o tratamento e sobre o médico. Isso pode comprometer sua adesão aos anti-retrovirais.

Associações e esquemas de tratamento
anti-retroviral inaceitáveis
Monoterapias (1)
Qualquer terapia dupla inicial, exceto em quimioprofilaxia após acidente
ocupacional
zidovudina + estavudinA
indinavir + saquinavir
saquinavir + nevirapina, exceto combinados com ritonavir
saquinavir + efavirenz, exceto combinados com ritonavir
amprenavir não associado ao ritonavir (2)
Dois ou mais inibidores da transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeo
Três ou mais inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos, exceto zidovudina + lamivudina +abacavir (3)
Três ou mais inibidores da protease (exceto em esquemas de resgate com inibidor da protease, nos quais o ritonavir é utilizado como adjuvante farmacológico).
Cinco ou mais anti-retrovirais, exceto quando dois inibidores da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo + inibidor da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo são associados a saquinavir/ ritonavir ou saquinavir/r,
amprenavir/r, indinavir/r ou lopinavir/r (4)
(1) Exceto na quimioprofilaxia da transmissão vertical com zidovudina, em alguns casos.
(2) Exceto para pacientes com insuficiência hepática.
(3) Em indivíduos que apresentem intolerância à zidovudina, o uso do esquema estavudina + lamivudina + abacavir pode ser considerado.
(4) /r: ritonavir utilizado como adjuvante farmacológico
SAIBA MAIS
www.aids.gov.br
www.aids.gov.br/final/biblioteca/adulto_2004/consenso.doc

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NOTAS

De volta às prateleiras
O Ministério da Saúde admitiu que a compra do anti-retroviral atazanavir foi menor do que a demanda, e o remédio acabou faltando em algumas farmácias do país. No início de dezembro, o MS distribuiu 500 mil cápsulas para atender 4.500 pacientes durante um período de 2 meses. Enquanto isso, um novo processo de licitação está sendo concluído.
Medicação para infecções oportunistas
Diante das constantes notícias de falta de medicamentos para tratar infecções oportunistas em pacientes soropositivos, o Ministério da Saúde decidiu que, no ano que vem, vai fornecer esses remédios por um período de 4 meses. Apenas os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste serão contemplados. “A decisão do Ministério é dar fôlego para que esses estados possam se organizar e iniciar a distribuição gratuita, já que fornecer medicamentos para as chamadas doenças oportunistas é responsabilidade deles”, disse Orlando Matchula, farmacêutico do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.
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