Saber Viver Hepatite

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Hepatite » Saber Viver Hepatites Virais n. 01

06/2006

ASSUMA sua responsabilidade e CUIDE-SE

Tudo começou com os sintomas de uma gripe forte, parecidos também com dengue. Na verdade, não era nem uma coisa, nem outra. Era a infecção pelo vírus da hepatite C que começava a dar sinais no organismo de Juçara Portugal. “Era muito estranho: todo mundo ficava bem, mas eu não. Conversei com o meu médico e, a partir desta conversa, ele resolveu investigar o que estava acontecendo”, relembra Juçara. Na época (década de 80), a doença era identificada como hepatite não A – não B. Depois do diagnóstico, Juçara não recebeu nenhuma orientação especial, nem tratamento específico. “Fiquei perdida e preocupada. Eu sabia que estava doente e a sensação de não fazer nada era muito ruim”, conta.
Em 1992, ela descobriu que também tinha o HIV. “Quando recebi o resultado, o médico chegou a me dizer que estava mais preocupado com a hepatite por causa do comprometimento do meu fígado”. Juçara iniciou os dois tratamentos em conjunto: para o HCV e para o HIV. “Os efeitos colaterais dos medicamentos eram muito fortes e prejudicavam a minha adesão. Eu não tinha informação sobre as doenças. Precisava entender o que estava acontecendo com o meu organismo”, explica. Ela procurou profissionais de saúde especialistas no assunto e a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids do Rio de Janeiro. Através da RNP+, chegou até o Grupo Otimismo, ONG carioca que trabalhava em prol dos infectados pelo vírus C.
“As coisas começaram a ficar mais claras. Entendi que os efeitos colaterais faziam parte do tratamento e se eu tomasse o medicamento corretamente, ficaria muito melhor”, diz.
Através da informação, Juçara mudou a sua relação com o tratamento e com a vida em geral. Atualmente, ela é representante da ICW do Brasil (ONG internacional que luta pelo direito das mulheres soropositivas no mundo) e está animada com a possibilidade de reiniciar o tratamento contra a hepatite C. “Todas as pessoas com HIV devem perguntar ao seu médico se têm hepatite. Se ele disser que não sabe, é o momento de investigar. Se o resultado doexame for positivo, assuma sua responsabilidade e cuide-se. Ao contrário do tratamento contra a aids, o das hepatites é por um tempo determinado e com chance de cura. Vale a pena”, finaliza

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