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Solução » Solução n.06

04/2005

Atenção farmacêutica

Pesquisa confirma: atendimento personalizado
reduz atendimentos de emergência e internações

Em 2000, o Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (INCL), no Rio de Janeiro, iniciou um projeto- piloto de atenção farmacêutica a pacientes com hipertensão grave e com insuficiência cardíaca. A idéia do trabalho era aumentar a adesão ao tratamento, diminuir as internações e cirurgias do hospital e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto é um hospital de referência nacional do Ministério da Saúde no tratamento clínico e cirúrgico de pacientes cardíacos. Usuários do SUS de todo o país, que necessitam de serviços de alta complexidade, são atendidos no INCL.

Como foi feita a pesquisa
Duzentos e vinte usuários participaram do projeto: desse total, 140 sofriam de hipertensão e 80 de insuficiência cardíaca. Segundo Márcia Gisele Santos da Costa, coordenadora do projeto e Chefe do Serviço de Farmácia do INCL, os pacientes escolhidos para participar do trabalho foram aqueles que apresentavam maiores complicações. “Depois de ser atendido por uma equipe multiprofissional, o usuário ia à farmácia retirar seus medicamentos. Lá, ele respondia a um questionário sobre seus hábitos de vida e remédios usados no tratamento. Nós discutíamos o melhor horário para tomar os comprimidos, de acordo com a rotina de cada um. Também explicávamos que os medicamentos devem ser ingeridos junto com água e não com leite, como muitas pessoas acreditam”, comenta Márcia.

Avaliação do projeto revelou útimos resultados
A última avaliação do projeto de assistência farmacêutica, realizada em dezembro de 2004, mostrou resultados impressionantes, tanto do ponto de vista da adesão quanto da economia para o Governo. Após a implantação do serviço, houve uma redução de 83% nos atendimentos de emergência e 65,14% nas internações. De acordo com Márcia, o custo mensal de cada usuário participante do projeto é de R$ 58,00, enquanto uma diária na enfermaria custa R$ 60,00 e uma cirurgia cardíaca, R$ 24.000,00.
No início do trabalho, Márcia e sua equipe imaginaram que os pacientes fossem ter mais resistência em participar. Mas, para sua surpresa, a aceitação foi última. “Em geral, eles se sentem mais à vontade para conversar com o farmacêutico do que com o médico”, afirma a responsável pelo projeto. “Aqui eles abrem o coração sem medo”, comemora. O desafio agora é ampliar esse trabalho para todos os pacientes do hospital.

SAIBA +
www.incl.rj.saude.gov.br
farmacia@incl.rj.saude.gov.br e
marciagisele@ig.com.br

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