Publicações

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver » Saber Viver n.44

08/2009

Atividades integradas no PAM 13 de Maio

Muitos pacientes vão aos serviços de saúde apenas para as consultas e remédios, e não sabem que em vários serviços há atividades em andamento. Foi pensando nessas pessoas que Fabrício Costa, usuário da Policlínica Antônio Ribeiro Neto (PAM 13 de Maio) sugeriu, durante uma reunião do grupo de convivência do ambulatório, a realização de um evento que integrasse os usuários do serviço. “As pessoas desistem de se cuidar quando descobrem que estão com HIV. A ideia foi ter um dia para que pudessem se reunir e ter acesso aserviços como cabeleireiro, massagem, oficinas e outras atividades”, esclarece.
Assim surgiu o encontro Integração da Diversidade com H, realizado pela Policlínica Antônio Ribeiro Neto, em parceria com o CMS Marcolino Candau, a Associação Interdisciplinar de Aids (ABIA), o Grupo Pela Vidda Rio, o Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT, o Instituto de Medicina Integral – UERJ, a Associação Cultural Dias da Cruz, a 2ª Coordenadoria de Assistência Social e a Gerência do Programa Municipal de DST/Aids. O evento foi voltado ao público gay, homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais, que representa uma grande parcela dos pacientes do PAM 13 de Maio.

 Discriminação Trans
A transexual Giselle Meireles, coordenadora do Grupo Transrevolução, comemorou a iniciativa. “Aqui fazemos novos contatos, ficamos sabendo de outros eventos e contribuímos para dar visibilidade à nossa causa. As transexuais e os travestis são muito discriminados”.
O evento contou com o apoio da assistente social da Policlínica. “Sempre estivemos abertos ao diálogo tanto com usuários como com as instituições. Nossa experiência de realizar ações conjuntas facilitou agregar parcerias que logo aderiram ao evento”, explica Marilza Rodrigues.
A policlínica oferece ainda atividades como videoteca, bazar, musicoterapia, festa junina e passeios. “Um grupo de pacientes nos ajuda a mobilizar os usuários para as atividades e ainda contribui com ideias e ações”, comemora Marilza. SV

Compartilhe