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Saber Viver » Saber Viver n.46

08/2010

Conheça seus medicamentos: biovir e efavirenz

A coluna Passo a Passo mudou! Ela agora terá 1 página apenas e não falaremos sobre combinações, mas sim sobre medicamentos. Ah, agora a coluna se chamará Conheça seus Medicamentos. A cada edição, publicaremos informações sobre 1 ou 2 medicamentos, com depoimentos de pessoas que tomam esses remédios.
Iniciamos com 2 medicamentos que juntos formam o coquetel mais utilizado no Brasil e que, na maior parte das vezes, é recomendado aos que iniciam o tratamento com os antirretrovirais: o biovir e o efavirenz.
O biovir é a lamivudina/zidovudina, ambas da classe inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos. Já o efavirenz é um inibidor transcriptase reversa não análogo de nucleosídeos. Esses medicamentos agem nas enzimas do vírus, interrompendo a replicação viral na transcriptase reversa.

Como tomar
“O biovir, obrigatoriamente, deve ser tomado a cada 12 h (ex: 10 h da manhã e 10h da noite)”, avisa o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz Gustavo Magalhães. O horário pode ser escolhido pelo paciente, desde que seja tomado corretamente. “No caso do efavirenz, deve ser tomado 1 comprimido de 600 mg a cada 24 h. Geralmente, é indicado tomar à noite, porém sempre no mesmo horário”, ressalta Magalhães. Ele também pode ser tomado junto com o comprimido noturno do biovir.

Efeitos colaterais
Importante ressaltar que efeitos colaterais não ocorrem obrigatoriamente com todos os pacientes. Cada pessoa deve analisar seu problema junto com o médico. No caso do biovir, a zidovudina pode provocar anemia e lipoatrofia. A lamivudina é bem tolerada, mas pode provocar cefaléia. O efavirenz provoca mais efeitos no sistema nervoso central, como tonteiras, acentuação da depressão, pesadelos, mudanças de humor e no ritmo de sono etc. Normalmente, esses efeitos podem ocorrer no início do tratamento, mas com o tempo, desaparecem.
“O importante é sempre seguir as recomendações de seu médico e tomar a medicação de forma adequada. Desta maneira, você terá um tratamento seguro e sem dificuldades de adaptação para o seu organismo”, sugere o infectologista.

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