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Saber Viver » Saber Viver n.08

02/2001

Biovir e Efavirenz

Nesta combinação, o Efavirenz merece maiores cuidados

Neste número, quem toma BIOVIR e EFAVIRENZ deve ficar ligado. João vai mostrar como se organiza para tomar estes medicamentos. Mas você não precisa fazer exatamente como ele faz. Escolha as melhores horas para tomar a sua medicação e não deixe de cumpri-las.

O EFAVIRENZ é um medicamento que requer um pouco de cuidado, pois ele pode provocar alguns sintomas que atrapalham o rendimento
diário, como alterações de humor e sonolência. O infectologista Estevão Portela aconselha seus pacientes a tomá-lo em casa, de preferência antes de dormir. Algumas pessoas são muito sensíveis a este medicamento. Nesse caso, afastar a tomada do remédio do horário da refeição pode ser uma boa medida. “De qualquer modo, após alguns dias esses efeitos colaterais costumam passar ou diminuir bastante”, diz Portela. E muita atenção: ao escolher a hora da tomada do EFAVIRENZ, pense em um horário que seja conveniente para todos os dias da semana, pois é
importante que o EFAVIRENZ seja tomado todos os dias, na mesma hora.

biovir
1 comprimido de 12 em 12 horas
efavirenz(Stocrin)
3 cápsulas, 1 vez ao dia

Meio-dia
João toma seu primeiro comprimido de BIOVIR do dia. Se você prefere tomar sua primeira dose de BIOVIR mais cedo, por exemplo, às 7h da manhã, deve tomar a segunda dose 12 horas depois, ou seja, às 7h da noite.

Meia-noite
Não há nenhum problema em se tomar o BIOVIR e o EFAVIRENZ ao mesmo tempo. Portanto, você pode fazer como João, que toma a segunda dose de BIOVIR e as três
cápsulas de EFAVIRENZ, quando vai dormir, à meia noite. Caso você tenha que tomar sua segunda dose de BIOVIR mais cedo, em um horário em que você geralmente não
está em casa, é melhor escolher uma outra hora, mais tarde, para tomar o EFAVIRENZ.

 

Tuberculose: É melhor prevenir que remediar

Quem tem o vírus da Aids deve ter cuidados redobrados contra a tuberculose. Dependendo do grau de comprometimento do sistema imunológico, a tuberculose pode se manifestar de forma bastante grave. Além disso, o próprio processo da tuberculose pode agravar a imunodeficiência. Por isso o infectologista Estevão Portela afirma ser muito importante que todos os portadores do HIV façam o exame PPD para detectar a presença ou não do bacilo da tuberculose no organismo: “Deve-se iniciar imediatamente a profilaxia (tratamento de prevenção), caso o exame dê positivo. A profilaxia pode ajudar a eliminar o bacilo da tuberculose, protegendo o organismo contra o desenvolvimento da doença”. Como a tuberculose é altamente contagiosa, Portela aconselha aos portadores do HIV que entraram em contato com pessoas com tuberculose a também fazerem o tratamento de profilaxia.

A profilaxia pode ser feita com medicamentos que não afetam o tratamento contra o HIV, mas se a pessoa já estiver com tuberculose, o tratamento é mais penoso pois deve ser feito com Rifanpicina, medicamento que não pode ser ingerido com a maioria dos anti-retrovirais. Muitas vezes é necessário mudar o tratamento contra a Aids para se combater a tuberculose, sem falar que o número de remédios a serem ingeridos diariamente aumenta. Além disso, o tratamento é longo e deve ser seguido à risca, pois, caso seja mal feito, você pode adquirir resistência ao medicamento e tornar a tuberculose intratável. O tratamento de profilaxia, portanto, é bem mais simples.

Os sintomas mais freqüentes da tuberculose são febre, suores noturnos, perda de peso, além dos problemas respiratórios (tosse e expectoração). Duas ou três semanas após o início do tratamento contra a tuberculose, caso o paciente não tenha uma imunodeficiência grave, os sintomas desaparecem, ou melhoram bastante, e já não há mais perigo de contágio. O tratamento, no entanto, deve ser seguido rigorosamente até o fim.

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