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Saber Viver » Saber Viver n.48

12/2011

Boa notícia para quem deseja ter filhos

Reprodução assistida reduz em até 100% o risco de transmissão da aids para o bebê

Os casais que vivem com o vírus da aids não precisam abandonar o sonho de ter filhos. A reprodução assistida, realizada para casais sorodiscordantes, em que o homem é positivo para o HIV e a mulher negativa, reduz em até 100% o risco de transmissão do HIV. “Neste caso, faz-se a lavagem de esperma através de métodos de biologia molecular e depois é feito um exame de carga viral do esperma que foi lavado para se certificar de que não há vírus detectável nele”, explica a infectologista Rita Manzano Sarti, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT – DST/Aids SP). Somente após essas etapas, o ginecologista especialista em reprodução assistida realizará a inseminação intrauterina, ou seja, o esperma é inserido no útero. Todo esse procedimento reduz o risco de transmissão sexual do homem para a mulher, e, consequentemente, é seguro para o bebê. “É importante ressaltar que exames para confirmar a fertilidade do casal serão solicitados antes de qualquer procedimento”, lembra a médica. Quando a mulher é soropositiva De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, a mulher soropositiva deve considerar certos aspectos antes de engravidar: ter boa adesão ao tratamento, com esquema seguro para a gestação (evitar efavirenz pelo seu potencial teratogênico); manter o nível de carga viral para o HIV indetectável nos últimos seis meses; estar, preferencialmente, com o CD4+ acima de 200 células/mm3; não ter infecções oportunistas nem coinfecções ativas; não ter doenças do trato genital; e manter estabilidade clínica. O método utilizado para as soropositivas que desejam engravidar é feito através da coleta do esperma, que é inserido no canal vaginal. “No caso da gestante soropositiva, os riscos de infecção da criança giram em torno de 1%, levando em conta as recomendações de não amamentar, usar antirretrovirais adequadamente e escolher o tipo de parto de acordo com a carga viral e risco de transmissão”, diz a infectologista Rita Sarti. Uma reprodução assistida bem planejada pode reduzir muito as chances de a criança nascer sem o vírus da aids. No entanto, após o parto, é necessário observar alguns cuidados para eliminar qualquer possibilidade de contaminação do bebê, como o uso de antirretrovirais pela criança.

Rita Manzano Sarti, infectologista do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo, que realiza reprodução assistida gratuita para casais soropositivos ou sorodiscordantes.
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