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Solução » Solução n.21

12/2007

Caroline agenda o retorno de cada paciente

A dispensação tem dia marcado no hospital de nova Iguaçu-RJ

 

Durante esta entrevista no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), popularmente conhecido como “Hospital da Posse”, a farmacêutica Ana Caroline Casagrande pediu licença para atender um paciente que chegava. Em vez de cumprimentá-lo com um “olá” ou um “boa-tarde”, Caroline disse: “Ah… Te liguei hoje!”. De volta à entrevista, ela explicou o que tinha havido.

Por que você telefonou?
Aqui a gente faz um trabalho muito legal, temos marcação de pacientes. Na hora da dispensação, agendamos para mais ou menos 30 dias depois a visita seguinte. Não marcamos a hora, apenas o dia. Na própria agenda, destacamos o nome de quem não vem com pilot amarelo fosforescente, para depois de alguns dias ligarmos remarcando. Não telefonamos no dia seguinte, porque é muito comum eles virem até dois ou três dias depois da data marcada.

Você trabalha com apenas duas dispensadoras e tem cerca de 1,4 mil pacientes. Consegue manter o contato com todos?
Não é tão complicado, porque nessa farmácia a gente só dispensa antiretroviral e medicamentos para infecções oportunistas. Além disso, entre esses 1,4 mil pacientes, menos de mil são ativos. Para começarmos a agendar, passamos os nomes de todos para o computador, com telefones de contato.

Vocês tiveram que trabalhar fora do expediente para digitar tudo?
Não! Foi rapidinho, são três fichários. Durante um mês, uma de nós ficava na dispensação enquanto as outras duas digitavam.

Você parece muito jovem. Quando se formou?
Tenho 22 anos e me formei há seis meses. Eu era estagiária na Farmácia Central desse hospital e também era trainee em um hospital particular até agosto, quando assumi aqui.

Não é muita responsabilidade para uma profissional recém-formada?
É muita responsabilidade, sim. Costumo pedir ajuda à Vivian, que tem mais experiência. Aliás, foi ela que me explicou o trabalho da farmácia, pois está aqui há mais de dois anos. Além disso, tenho um grupo de discussão na Internet onde converso com os médicos daqui. Todo problema eu relato por e-mail. Por exemplo, agora está faltando o DDI (didanosina), então informo essa falta ao grupo para que o medicamento não seja prescrito.

O que acha de trabalhar na área de HIV/aids?
Adoro. Minha monografia de conclusão do curso de graduação foi sobre assistência farmacêutica a pacientes com HIV/aids. Para escrever, aproveitei que era estagiária da Farmácia Central e vim aqui várias vezes conversar com a equipe e com os pacientes.

Você pretende continuar os estudos?
Logo que me formei, fiz a Especialização em Farmacologia da Associação Brasileira de Farmêuticos (ABF), no Rio de Janeiro, e vou estagiar na Fundação Oswaldo Cruz em 2008. Meu objetivo é fazer a prova de lá para o mestrado em Pesquisa Clínica.

 

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