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Solução » Solução n.08

08/2005

Criatividade e dedicação

Esta é a fórmula que faz a farmácia Clementino Fraga Filho,
em João Pessoa (PB), dar certo

Cleide Nunes Morais, farmacêutica coordenadora da farmácia do Complexo Hospitalar Clementino Fraga Filho (CHCFF), em João Pessoa (PB), não dá três passos nos corredores do hospital sem ser abordada por alguém pedindo esclarecimentos sobre remédios.
O local é referência para atendimento a doenças infecto-contagiosas, e a farmácia atende, em média, 18 novos soropositivos por mês. Ao todo, são 800 pessoas solicitando anti-retrovirais à equipe de Cleide. Para tudo dar certo, ela conta com criatividade e dedicação. Para conferir toda a saída de anti-retrovirais do CHCFF, Cleide carrega diariamente o seu laptop para o trabalho. “Infelizmente, aqui na farmácia, temos apenas um computador muito obsoleto”.

Através do seu portátil, Cleide consegue controlar os estoques e o cadastro de pacientes em tratamento.

Uma receita que vale por três meses 
Na tentativa de agilizar o atendimento dos pacientes, Cleide implementou, em abril deste ano, um sistema em que o paciente recebe do médico uma receita mensal válida por três meses. Ou seja, mensalmente, ele vai direto à farmácia pegar os remédios, sem precisar passar no ambulatório. A farmácia controla a freqüência dessas pessoas e confere se os medicamentos estão sendo tomados corretamente.

“Muitos não precisam passar pelo médico todo mês”, justifica Cleide. Porém, em caso de queixa do paciente, a farmácia o encaminha ao infectologista e os faltosos são contatados pela assistente social.

Para quem está começando a tomar os ARV, Cleide dedica uma atenção especial. A cada mês, ela conversa com a pessoa sobre a terapia.

Estoque reserva de ARV 
Dedicação e criatividade também fizeram com que a farmacêutica criasse um “estoque reserva” de medicamentos contra a aids, formado de remédios que chegam à farmácia por abandono ou alteração de tratamento ou óbito.

Cleide garante que a equipe tem o cuidado de averiguar se os medicamentos estão em perfeitas condições de uso e pesquisar o motivo pelo qual cada paciente tem remédios sobrando ou precisa retirá-los antes do prazo. “Já descobrimosque muitos tomavam errado os antiretrovirais.

Avisamos à equipe multidisciplinar e marcamos no próprio frasco a posologia do medicamento”, diz.

SAIBA +
Cleide Nunes Morais – cnm@uol.com.br

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