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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.16

07/2009

Notícias

INTERNACIONAIS

Osteoporose e HIV
A relação osteoporose e HIV é um assunto recorrente nos eventos internacionais, como a Conferência de Retrovírus e Infecção Oportunista (CROI), realizada em fevereiro no Canadá. Estudos apresentados na CROI revelam que o HIV antecipa a redução da densidade mineral. Num grupo com idade média de 45 anos, 65% têm osteopenia e 12% têm osteoporose. Em outro estudo, a prevalência de fraturas em HIV + foi de 2,87/100 pacientes, contra 1,77/100 no grupo HIV -. Não se sabe se essa fragilidade é causada pelo HIV, pela terapia potente ou por outros fatores como a redução do peso. A serotonina também está associada à perda óssea.

Terapia genética
É outro assunto que ganha espaço nos debates internacionais. Os estudos ainda estão em fase II, mas as perspectivas são boas. Se os resultados forem positivos, no futuro a pessoa com HIV será tratada geneticamente antes de iniciar a terapia antirretroviral. Os investigadores colocam doses altas de um anti-HIV RNA nas células sanguíneas do paciente e esperam que essas células cheguem à medula óssea para produzir células resistentes ao HIV. À medida que o HIV fosse matando as células sem proteção, sobram apenas aquelas resistentes ao HIV.

TDF+3TC+EFV
Uma combinação bastante usada teve sua eficácia comprovada, mesmo após 7 anos de uso. É uma combinação estável e de eficácia duradoura, mantém o CD4 crescente, nenhum dos voluntários descontinuou por problemas renais, e nenhuma evidência relevante de perda óssea. Os voluntários observaram, no entanto, crescimento da gordura localizada a partir do 2º ano de tratamento.

Nelfinavir e gestantes
Mulheres que usaram o nelfinavir (NFV), mesmo que em dose única no parto, não devem iniciar sua terapia antirretroviral em esquema que inclua o NFV. O número de falhas virológicas observado neste grupo foi bem superior ao do grupo de mulheres pré-expostas ao NFV que iniciaram o tratamento com o kaletra.

Quando começar
Mais estudos confirmam uma melhor resposta ao tratamento quando se inicia a terapia antirretroviral até 1 ano após o diagnóstico, ou quando o CD4 chega a 500. Ainda não se conhecem bem os efeitos desta antecipação do tratamento em longo prazo. Mas os estudos têm observado que atacar o quanto antes o HIV enfraquece o vírus, e a infecção é mais bem controlada. Na maioria dos países, inclusive no Brasil, só se inicia o tratamento com antirretroviral, quando o CD4 estiver abaixo de 350.

HIV e oportunistas
Uma pesquisa comprovou que iniciar o tratamento com antirretrovirais, junto com o de pneumonia, tuberculose, meningite ou outra infecção bacteriana, pode reduzir pela metade a chance de morte. Os pacientes que receberam os dois tratamentos observaram um aumento de CD4 de 100 cel/mm3 em apenas 4 semanas, o outro grupo esperou 12 semanas para esse crescimento. O estudo foi realizado pela University College Dublin, Irlanda, e na Stanford University, no estado da California, EUA. A pesquisa foi realizada porque muitos recém infectados só descobrem o HIV depois de debilitados e com sintomas de alguma infecção oportunista. Recentemente, outro estudo indicou que o HIV e a tuberculose devem ser
tratados juntos.

NACIONAIS

Teste rápido I
O Ministério da Saúde quer ampliar o diagnóstico do HIV e investe na aquisição de testes rápidos. Para este ano, foram adquiridos 3,3 milhões de unidades. No primeiro trimestre, estados e municípios receberam 30% a mais de testes rápidos. “O teste rápido é seguro e o resultado sai em apenas 30 minutos” afirma em nota o Programa. O sangue é coletado por meio de punção no dedo. O resultado é confidencial, e se for positivo o cidadão é encaminhado ao médico. “O sangue é colocado em dois kits. Caso ambos tenham o mesmo resultado, o diagnóstico é fechado. Em caso de divergência é feito um terceiro para confirmação”, diz a nota. O teste rápido pode ser usado mesmo em áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e cidades do interior do Nordeste – locais onde o número de exames para o HIV ainda é baixo.

Teste rápido II
Em nota técnica, o Programa Nacional de DST e Aids diz considerar o diagnóstico precoce determinante para uma melhor resposta ao tratamento. O tempo de espera e a necessidade de retorno ao serviço de saúde levam muitos pacientes a desistirem do resultado. Em pacientes com tuberculose ou outros sintomas indicativos de aids, a demora pode ser fatal. A nota diz que mulheres no 3º mês de gestação devem fazer o teste rápido como medida fundamental de controle da transmissão vertical, e que, em todos os usuários, a realização do diagnóstico deve ser acompanhada de aconselhamento pré e pós teste.

Atazanavir e Tenofovir

O novo Reyataz (atazanavir) já está sendo distribuído às pessoas que recebem antirretrovirais. Vem agora em 30 comprimidos de 300 mg cada. Antes eram 60 comp de 150 mg. A combinação 2 em 1 criou um produto maior, portanto, mais difícil de engolir, mas o paciente tomará apenas um comprimido por dia. E o Viread (tenofovir), declarado de interesse público pelo Ministério da Saúde em abril de 2008, começa a ser produzido no Brasil graças a uma grande parceria entre laboratórios públicos e privados. O tenofovir se tornou estratégico para o Programa Nacional de DST e Aids porque é a alternativa ao AZT e pode ser usado em esquemas de resgate, além de também combater o vírus da hepatite B. É de uso simplificado (1 comprimido/dia) e tem uma grande vantagem sobre outros da mesma classe: está menos associado a alterações de colesterol e lipodistrofia.

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