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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.17

10/2009

Notícias

GARANTIR A REVELAÇÃO DA SOROLOGIA PARA O HIV

Um estudo realizado pelos pesquisadores Neide Emy Kurokawa e Silva, da Prefeitura do Município de São Paulo, e José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres, da Faculdade de Medicina da USP, discute as “estratégias para comunicação de diagnóstico de HIV a parceiros sexuais e práticas de saúde”. Publicado na edição de agosto de 2009 do Cadernos de Saúde Pública, o estudo revela como os profissionais de saúde do município de São Paulo enfrentam o desafio que têm pela frente: “nem omisso, nem invasivo”, na hora de garantir que o paciente revele a sorologia do HIV ao parceiro sexual. Afinal, os profissionais de saúde são responsáveis tanto pelo controle da epidemia quanto pela garantia do bem-estar psicossocial do paciente. As estratégias utilizadas estão focadas na redução do estigma em relação às pessoas que vivem com HIV/aids.

E oferecem um caminho prático para lidar com a questão do estigma, criando um repertório de argumentos que sejam relevantes. Veja abaixo as estratégias usadas isoladamente ou entrelaçadas pelos profissionais de saúde entrevistados.

Ameaça – Considerada “uma das mais drásticas”, tem mais o intuito de intimidar o paciente do que a intenção de cumpri-la. São ameaças de comunicar a sorologia do paciente à sua revelia ou de possíveis implicações legais e judiciais da não-revelação.
Campanha – Quando dois ou mais membros da equipe investem para dissuadir o paciente da manutenção do segredo, de forma individual e coletiva.
Conselho – A relação direta entre o profissional de saúde e o paciente se faz mais intensa e presente.
Cumplicidade – O profissional de saúde participa do processo de revelação, ou se responsabiliza pela comunicação ao parceiro.
Grupos de discussão – Grupo de pacientes com problemas semelhantes, mas com posturas diferentes. Espera-se, com isso, enriquecer o repertório argumentativo.
Mais info.: www.scielo.org.br

ABORDAGEM CONSENTIDA
O Ministério da Saúde regulamentou a abordagem consentida a usuários que não comparecemao tratamento em curso. “O abandono do tratamento pode refletir a má qualidade do serviço”, diz a nota técnica doMS. “A irregularidade no comparecimento às consultas, na retirada de medicamentos e na realização de exames de seguimento, bem como a detecção de carga viral 6meses após introdução da TARV devemalertar os serviços sobre o risco de desmotivação ao tratamento e consequente abandono”. O Ministério da Saúde considera alerta demá adesão a não retirada de medicamentos após 7 dias da data prevista ou o não comparecimento a consultas agendadas. E considera abandono quando o paciente não retirar medicamentos por trêsmeses ou não comparecer às consultas em seis meses. “O alerta demá adesão e o abandono de tratamento devem servir para desencadear estratégias de abordagem consentida e prioridade de restabelecimento de seguimento ambulatorial destes usuários”, finaliza a nota.

CONSENSO DE TARV EM GESTANTES
O Departamento de DST e Aids divulgou o novo Consenso de Tratamento Antirretroviral para Gestantes, alertando que apenas 62% delas realizamo exame para o HIV no pré-natal. Logo na introdução, lembra que “com a plena realização das condutas padronizadas, consegue-se uma significativa redução da transmissão vertical demãe para filho quase na totalidade dos casos”. Em nível local de gestão, sugere a organização emrede assistencial, incluindo serviços de referência e contra-referência pelo risco de perda de seguimento ou demora nas decisões. O diagnóstico tardio, o alto número de serviços que não oferecem o exame de HIV no pré-natal e a qualidade da assistência, principalmente emlocais commenor acesso à rede de saúde, são os fatores apontados peloMS que impedem uma melhora na taxa de transmissão vertical do HIV. Outras questões, como a saúde sexual e reprodutiva e toda a abordagem da gestante infectada, do diagnóstico ao tratamento, também mereceram destaque no Consenso. O documento completo pode ser encontrado emwww.aids.gov.br

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