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Solução » Solução n.22

02/2008

Da resistência à multiresistência

 Um novo inibidor de protease foi disponibilizado recentemente para a terapia anti-retroviral, o darunavir. Segundo nota técnica do Ministério da Saúde, emitida em 29/01/2008, o medicamento tem comprovada eficácia para tratamento de resgate e por isso deve ser reservado para casos de multiresistência.

A resistência
A resistência aos anti-retrovirais resulta em falhas terapêuticas. Estas podem ter diversas causas, mas uma das mais importantes é a baixa aderência ao tratamento. Além disso, a absorção deficiente da droga, a eliminação acelerada da medicação e as interações com outros medicamentos também contribuem para a falha terapêutica.
O farmacêutico deve sempre ter em mente que, se o paciente perde uma única dose de anti-retroviral, pode atingir concentração plasmática do medicamento abaixo da necessária para inibir a replicação do vírus. Então, vírus mutantes podem aparecer, resistindo ao esquema terapêutico adotado. O nível de carga viral do HIV sobe, o número de células CD4 cai, e o organismo fica vulnerável.

A multiresistência
Introduzir um novo esquema antiretroviral capaz de controlar a multiplicação do HIV pode ser a solução. Mas o problema pode voltar se houver novas falhas terapêuticas. Em alguns casos, o esquema é trocado tantas vezes que se desenvolve resistência a muitos esquemas. Caracteriza-se, assim, um quadro de multiresistência. Pode ser, inclusive, que não se tenha mais alternativa a não ser aguardar a
descoberta de novos medicamentos.
Quando foi comprado pelo Ministério da Saúde, por exemplo, o darunavir já era aguardado por cerca de 3 mil pacientes.

Notas

A enfuvirtida deve ser diluída em 1,1 ml
No início de janeiro, o Programa Nacional de DST/ Aids divulgou nota técnica alertando as Unidades Dispensadoras de Medicamentos e os Almoxarifados centrais estaduais e municipais sobre um equívoco na distribuição da enfuvirtida (T-20). A nota informava que o Laboratório Roche possui duas apresentações para o mesmo produto, diferindo apenas no volume de diluente. Uma apresentação contém diluente com
1,1 ml de água para injetáveis, a outra apresentação contém diluente com 2 ml. O contrato firmado previa a distribuição da primeira. Em alguns lugares, porém, o laboratório distribuiu a segunda. Para aqueles que receberam o frasco-ampola contendo 2 ml de diluente, a orientação é que se colete na seringa de 3 ml o volume de apenas 1,1 ml de diluente, desprezando o que sobrar. O Programa Nacional informou ainda que o volume do diluente é especificado na lateral da embalagem secundária do medicamento.

Mudança no abastecimento das UDM
No final de janeiro, o Programa Nacional de DST/Aids divulgou nota técnica informando às Coordenações Estaduais e Municipais e às Unidades Dispensadoras de Medicamentos que deixaria de fornecer as seguintes formulações: didanosina 25 mg, didanosina 100 mg e estavudina 40 mg. A nota explica que, segundo as Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo
HIV, a estavudina 40 mg tem um maior potencial de toxidade, devendo ser substituída pela estavudina de 30 mg. Já a didanosina deve ser trocada pelas formas entéricas de 250 mg e de 400 mg, que permitem a tomada de apenas uma cápsula ao dia. Por isso, em comparação às formulações anteriores, a adesão é favorecida e são reduzidos os efeitos adversos. A nota técnica assegura que a didanosina 250 mg, a didanosina 400 mg e a estavudina 30 mg continuam sendo fornecidas regularmente.

Saem 
Didanosina 25 mg
Didanosina 100 mg
Estavudina 40 mg
Ficam
Didanosina EC 250 mg
Didanosina EC 400 mg
Estavudina 30 mg

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