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Saber Viver » Saber Viver n.02

01/2000

Apoio psicológico ajuda mães e filhos a viverem com aids

Desde 1995, as psicólogas Maria Helena Paes e Mendonça e Juliana Martins de Mattos (foto) desenvolvem, no hospital Gafrée Guinle, o Projeto ConvHIVendo. Com total apoio da infectologista Norma Rubini e o patrocínio da Embratel, este projeto oferece assistência psicológica a crianças e adolescentes portadores de HIV/Aids e a seus familiares e responsáveis.

Divididas em grupos, as crianças brincam ao mesmo tempo em que falam de suas angústias e fortalecem sua auto-estima. Enquanto os adultos encontram força e solidariedade no grupo de mães.

“Quando a mãe chega aqui está muito fragilizada, muito angustiada. Principalmente a mãe soropositiva que fica muito sobrecarregada, muitas vezes sem o apoio da família.” conta Maria Helena. Nesta hora é muito importante o apoio psicológico. Porém, como frisa a psicóloga, a maior ajuda vem das outras mães que fazem parte do grupo. “São pessoas que estão passando por questões muito parecidas e a troca de experiências é muito rica.”

Quando contar para a criança?
Segundo Juliana quando a criança começa a perguntar é hora de começar a responder. As respostas devem acompanhar o amadurecimento da criança. Responda apenas ao que ela quer saber e procure não mentir, assim a criança vai se sentir respeitada. Maria Helena dá uma dica: “Se uma criança ainda não tem condições de compreender o que é Aids e nem de guardar um segredo (o que é fundamental para se resguardar do preconceito, na escola, por exemplo) e pergunta ‘o que eu tenho?’, a mãe pode responder que ela tem um problema no sangue que precisa ser tratado.” Porém o mais importante, segundo as psicólogas, é que ao falar com o filho sobre Aids a mãe esteja fortalecida, calma e segura.

Três conselhos importantes
• Fale sobre o assunto quando ela estiver saudável.
• Conte antes da adolescência.
• Acredite: é melhor que ela saiba da doença por você do que pelos outros.

Procure ajuda:
Setor de Imunologia do Hospital Gafrée Guinle – Apoio psicológico.
Rua Mariz e Barros, 775. Tijuca

Banco de Horas – Onde psicólogos atendem pessoas soropositivas, gratuitamente.
Tel: (0xx21) 274 7272

Fundação 2000 – Um grupo de mães está montando esta fundação com o objetivo de dar assistência às crianças e adolescentes soropositivos. Informações: (0xx21) 597 8615 / 591 0435

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