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Solução » Solução n.16

12/2006

De olho nos medicamentos

Farmacovigilância é ferramenta essencial na qualidade do tratamento


Segundo a Organização Mundial de Saúde, farmacovigilância reúne “atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou qualquer problema possível relacionado com fármacos”. No Brasil, o uso desta ferramenta é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que inclui, entre os problemas que devem ser identificados e solucionados, a perda de eficácia, os desvios de qualidade e o uso indevido de medicamentos. Além disso, ações de farmacovigilância aprimoram as estratégias nacionais na área de assistência e tratamento, promovendo melhoria na qualidade de vida da população.
Foi através da farmacovigilância, por exemplo, que o Ministério da Saúde retirou do Consenso Terapêutico o anti-retroviral zalcitabina e o uso isolado de saquinavir. Outro resultado importante verificado com o uso da ferramenta no país foi a oferta do tratamento da lipodistrofia (redistribuição da gordura corpórea) para pacientes em uso de ARVs, oferecendo preenchimento facial com polimetilmetacrilato pelo Sistema Único de Saúde.

“Por meio da farmacovigilância, podemos manter a qualidade do tratamento e acompanhar os efeitos negativos que os anti-retrovirais estão trazendo à população”, atesta o assessor técnico do Programa Nacional de DST/Aids, Ronaldo Hallal. Segundo o infectologista, a ferramenta possibilita que se monitorem, inclusive, critérios de produção e de acondicionamento dos medicamentos.

Apesar de sua importância na regulação sanitária, as ações de farmacovigilância ainda têm pouco alcance no país, alerta a farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz), Vera Lúcia Luiza. A pesquisadora acredita que, a despeito de o Brasil contar com um sistema eficiente de notificação, o mesmo “não conseguiu atrair o profissional médico”, em parte por falta de divulgação do próprio sistema, em parte pela falta de conscientização. Ela informa que qualquer pessoa pode fazer uma notificação na página eletrônica da Anvisa (www.anvisa.gov.br). A diferença, segundo Vera, é que a confiabilidade das informações é maior quando estas são prestadas por profissionais de saúde, garantindo, assim, uma intervenção mais rápida.

Para contornar o problema, Anvisa e PNDST/Aids vêm se reunindo para ampliar o sistema de notificações já existente, de modo a incentivar o maior número de notificações. Na opinião da pesquisadora da Fiocruz, a ação do farmacêutico, neste contexto, é essencial: “O profissional de farmácia é o elo entre o usuário e o médico. Através dele, podemos fortalecer esta relação e as próprias ações de farmacovigilância”

O que notificar?
Toda suspeita de reação adversa a medicamentos deve ser notificada, em especial quando se trata de reações graves – óbito, risco de morte, hospitalização, prolongamento da hospitalização, anomalia congênita e incapacidade persistente ou permanente – e reações não descritas na bula.
Não é necessário ter certeza de que o medicamento é a causa da reação adversa; a suspeita é suficiente para que se notifique.
Fonte: www.anvisa.gov.br

SAIBA +
Anvisa
www.anvisa.gov.br
OMS
www.who.int/en/solução_16.indd 4 22/1/2007 18:51:38

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