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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.18

03/2010

Diabetes e ARVs

Diagnóstico em estágio inicial pode evitar complicações graves

Estudos recentes indicam que pessoas em uso frequente de antirretrovirais têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, principalmente quando há um histórico fami liar da doença e quando o paciente tem um estilo de vida sedentário ou é obeso. Outros fatores como a lipodistrofia (acumulo anormal de gordura), a co-infecção HIV/HCV e a dislipidemia (alterações metabólicas) também contribuem para a resistência à insulina em paciente em uso de ARVs.

“As consequências de longo prazo de uma diabetes não controlada são devastadoras. E incluem doenças vasculares, que podem resultar em parada cardíaca, doenças renais – como a nefro patia diabética, que pode levar o paciente ao uso de diálise –, entre outras, como a cegueira e infecções de pele, principalmente nos pés, podendo resultar em amputações”, afirma o infectologista Gustavo Magalhães.

Monitoramento frequente
Para identificar a diabetes em estágio inicial, os especialistas recomendam o monitoramento dos níveis de glicose no sangue entre 3-6 meses em todos os pacientes em tratamento com ARVs. Para aqueles com risco acrescido de desenvolver a doença, deve-se utilizar também o teste oral de resistência a insulina e, se possível, a dosagem sérica da insulina.

“Esses testes vão ajudar a identificar a diabetes precocemente, permitindo o início do tratamento adequado o quanto antes. Mudar o estilo de vida também é fundamental para que as pessoas que vivem com HIV/aids evitem as complicações provocadas pela doença”, diz o infectologista

Mudança de hábitos
Os profissionais de saúde têm um papel importante na mudança dos hábitos e no estímulo a práticas de autocuidado. As pessoas com diabetes devem se exercitar em intensidade moderada (150 minutos por semana), alternando atividades aeróbicas e de força, manter uma dieta saudável sem ingestão de gordura saturada, álcool e doces e cortar o cigarro, uma vez que o fumo pode agravar as complicações provocadas pela doença, principalmente às relacionadas ao coração.

Ajuda de nutricionista
Uma vez a diabetes já diagnosticada, o paciente que faz uso de insulina deve monitorar a glicose pelo menos 3 vezes ao dia. O monitoramento deve incluir, de acordo com fatores de risco e sintomas, um eletrocardiograma anual para observar o comprometimento cardiovascular e testes de sangue e urina para verificar o funcionamento dos rins. Os pacientes devem ficar atentos aos diferentes sintomas da hipoglicemia (batimentos cardíacos acelerados, suor, fraqueza/tremedeira, fome e dor de cabeça) e da hiperglicemia (visão turva, urina frequente, muita sede, e perda de peso)

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