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Solução » Solução n.12

04/2006

Distribuição de medicamentos anti-retrovirais será informatizada

O Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom), em fase de implantação pelo Programa Nacional de DST/Aids, ganhou novo fôlego: a compra de computadores tipo Thin Client, com um programa de acesso mais rápido. A idéia de informatizar o setor existe desde 1997, mas a tarefa não é fácil. A implementação do programa depende da disponibilidade de Internet banda-larga nas farmácias, do treinamento dos funcionários e de equipamentos compatíveis. Finalmente, o Programa Nacional de DST/Aids adquiriu computadores e impressoras para todas as Unidades Dispensadoras de Medicamentos e está providenciando a conexão em banda-larga para as que ainda não possuem. Sua meta é instalar o Siclom em 100% das Unidades Dispensadoras de Medicamento (UDM) até dezembro.

São 630 UDMs no país. Destas, 69, de 15 estados diferentes, já contam com o novo equipamento desde o ano passado. Agora, foi a vez do Rio de Janeiro receber 36. Responsável pela logística dos medicamentos na cidade, Sérgio Aquino aposta no sistema: “Ele é fundamental. Somente no Rio, são 52 unidades que dispensam anti-retroviral, entre muitos outros medicamentos. Aqui, além dos pacientes dos programas de aids, também são atendidos pacientes de outros programas”, observou, referindo-se à farmácia ambulatorial do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC – Fiocruz).

Rodeado por dez profissionais envolvidos na distribuição de anti-retrovirais em diferentes farmácias do município, Sérgio comandou uma reunião sobre o novo programa, no dia 18 de abril. Ele explicou a importância da vigilância epidemiológica propiciada pelo controle logístico: “Assim, não estamos apenas dispensando medicamentos, estamos monitorando os tratamentos”. Sérgio acredita que o sistema estará implementado no município até o meio do ano. “Mas vou supervisionar de perto até dezembro”, planeja.

O farmacêutico Paulo Roberto Machado de Souza, do Centro Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Marcolino Candau, mostravase preocupado com o recadastramento dos pacientes: “Não vale a pena dispensar de uma vez o programa que estamos usando para começar este outro; atendemos mais de 400 pacientes. Não vou parar com o antigo de uma vez. É melhor ir usando os dois para ficar tudo certinho”, sugeriu.

Para Sheila Rosado da Silveira, porém, a passagem de um programa ao outro não será complicada: “O nome do paciente tem que estar cadastrado em rede nacional; em algum momento todos fizeram um exame de CD4. Basta você puxar o nome do seu paciente para a sua unidade”.
Técnica em farmácia do próprio IPEC, Sheila, atualmente estudante de Farmácia, deu explicações durante toda a manhã. Respondendo à pergunta sobre o motivo de tamanha dedicação, abriu um sorriso: “Sempre fui fã do Siclom”, brincou.

SAIBA +
http://www.aids.gov.br

Os números do novo Siclom

 Já foram distribuídos 105 computadores Thin Client para o Rio de Janeiro, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 O Programa Nacional de DST/Aids já treinou 356 unidades dispensadoras, de um total de 630.

 O Siclom promete agilidade na operacionalização da dispensa, a partir de rotinas de busca do histórico terapêutico, além do controle diário, em tempo
real, da dispensação de medicamentos para aids.

 Por enquanto, o Siclom possui módulo de controle de estoque de medicamentos apenas no âmbito das Unidades Dispensadoras de Medicamento (UDM). Está em fase de desenvolvimento um sistema que integre toda a cadeia de suprimento, desde o nível central até a UDM.

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