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Solução » Solução n.11

02/2006

É assim que funciona

Falta de infra-estrutura não é problema para a Gerência de DST/Aids do Rio

A farmácia central do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza (RJ) atualiza as fichas dos pacientes de aids a cada visita feita à farmácia [ver matéria da página 3]. A idade do usuário, o CRM do médico, a medicação prescrita ou o fato de haver sintomas do vírus estão entre os 22 dados enviados à Gerência de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde. Assim fazem todas as 52 unidades dispensadoras de anti-retrovirais da cidade do Rio de Janeiro.

Não é o ideal, mas funciona. Responsável, na Secretaria Municipal de Saúde, pela logística desses medicamentos Sérgio Aquino criou um formulário específico e tomou o computador como aliado. “Uso o Excel. É um programa simples que está nos computadores de todas as unidades dispensadoras”. Sérgio toma cuidado para não depender das máquinas: quando os computadores quebram e o conserto demora, tudo continua funcionando no papel.

Das 52 unidades dispensadoras, a maioria sequer lida com Internet. Apenas dez ou quinze enviam as informações por e-mail, as demais mandam em disquete ou, até mesmo, manuscritas. A reunião dos dados na Secretaria permite uma previsão das necessidades dos pacientes, evita combinações danosas à saúde, além de auxiliar no conhecimento da doença. Sérgio Aquino, que trabalha também como enfermeiro, conta que controla o histórico dos pacientes desde 1997: “Posso fazer uma curva de tendência mesmo que demorem três meses para me passar uma ficha”, observa.

Idealmente, todas as farmácias do país preencheriam os formulários diretamente no computador. Idealmente, todas disporiam de banda-larga. Idealmente, elas trabalhariam on-line. A pouca infra-estrutura da maioria dos serviços de saúde do país, porém, fez Sérgio Aquino deixar o ideal de lado e arregaçar as mangas:

“No dia-a-dia do hospital, a gente tem que estar atento a detalhes. Um mesmo medicamento que é tomado por centenas de pacientes pode não ser tolerado em um caso. Então, a equipe precisa saber que um paciente, entre cem, tem uma prescrição diferente. Da mesma forma, aqui na Secretaria a gente trabalha de modo a não perder informação nenhuma”, compara. É a experiência do enfermeiro ajudando no dia-a-dia da gestão.

SAIBA +
Contato do Sérgio Aquino:
saquino@rio.rj.gov.br 

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