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Saber Viver » Saber Viver n.30

12/2004

É preciso saber viver!

Histórias de pessoas que, com a ajuda da revista Saber Viver, aprenderam a conviver melhor com o HIV

Como diz a música de Roberto Carlos, toda pedra no caminho, você deve retirar. Mas nem sempre isso é fácil. Consciente das “pedras” que estão no caminho das pessoas infectadas pelo HIV, há cinco anos esta revista tenta mostrar aos seus leitores alternativas para tornar a vida mais leve, saudável e feliz. É assim que Cazu, de 31 anos, avalia hoje a sua história. “Fui capa da primeira edição da Saber Viver em 1999. Desde seu lançamento, a Saber Viver tem me ajudado a viver melhor. Hoje, eu cuido da minha alimentação e sei lidar melhor com os remédios”, conta Cazu Barroz. Como coordenador nacional do projeto “Ouça…Aprenda…Viva”, Campanha Mundial de Prevenção e Informação às DSTs/Aids da Federação de Bandeirantes do Brasil, ele diz que utiliza a revista como fonte de informação para o seu trabalho. “Boa parte de meu conhecimento sobre Aids devo à revista Saber Viver, que sempre me trouxe novas e importantes informações. Por isso a utilizo no meu trabalho. Dividir meu conhecimento me faz sentir útil, importante, e tudo isso me deixa mais forte, com a auto-estima elevadíssima”, revela Cazu.

“Passei a me amar mais”

 

Eduardo, 31 anos, acredita que atualmente também cuida melhor da sua saúde graças às dicas que recebe da Saber Viver: “Antes, eu nem ligava para exercícios físicos. Hoje, além de me exercitar, me alimento melhor. Sinto que tenho mais carinho comigo mesmo. Passei a me amar mais”, avalia. “A informação é muito preciosa para nós. Acho que a revista contribui muito para que possamos aprender a viver melhor. Ela é essencial, principalmente para aqueles que se descobriram infectados pelo HIV há pouco tempo”, conclui.

 

 

 

Associação de informação com praticidade

Para Jamil, 36 anos, a Saber Viver associa informação com praticidade: “A revista esclarece dúvidas importantes sobre medicamentos e alimentação. Várias pessoas no ambulatório comentam que, depois das consultas, acabam esquecendo alguns detalhes do que os médicos dizem. Mas, quando abrem a Saber Viver, sempre encontram respostas para suas dúvidas. Além disso, ela é prática. Está no posto de saúde à nossa disposição”, conta.

Jamil também aproveita, da melhor maneira, os depoimentos publicados na Saber Viver: “Ao conhecer as histórias de outras pessoas com HIV/Aids, me sinto fortalecido. Quando o depoimento é baixo-astral, percebo que tenho muita saúde. Quando são relatos de quem deu a volta por cima, me sinto incentivado a fazer o mesmo”, explica.

“Consegui entender a lipodistrofia”

 

Dalva, 38 anos, também atribui à Saber Viver algumas conquistas importantes para a melhora da sua vida. “Foi através da Saber Viver que consegui entender a lipodistrofia. Lendo as matérias, reuni informações para tratar do assunto com o médico. Além disso, incluí em minha vida hábitos mais saudáveis, como fazer exercícios físicos e me alimentar melhor, estratégias de prevenção à lipodistrofia que eu aprendi através da revista. A partir daí, comecei a compreender esse efeito colateral e a aceitar melhor o meu corpo”. Em contato com a revista, Dalva também se sentiu estimulada a trabalhar pelo combate à epidemia: “A Saber Viver me fez perceber que existem dois grupos de portadores do HIV: os que precisam receber e os que conseguem também oferecer algo às outras pessoas. Hoje, eu faço parte do segundo grupo e posso dizer que sou uma pessoa que sabe viver”, orgulha-se a militante da ICW Brasil.

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