Conversa Positiva

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Saber Viver Edições Especiais » Conversa Positiva » Conversa Positiva n.01

05/2002

Efeito que incomoda

Todos os anti-retrovirais causam algum efeito colateral. Mas, após o primeiro mês de tratamento, tudo pode melhorar

Diarréia, distúrbios gastrintestinais (como vômito e náuseas) e rash (manchas avermelhadas pelo corpo). Esses são os efeitos colaterais mais freqüentes causados pelos anti-retrovirais. Apesar de incomodarem muito, é importante que você saiba que existem alternativas de minimizá-los. Mas para isso, é fundamental que você converse muito com o seu médico.
Um fato importante para as pessoas que estão se adaptando às novas medicações é que geralmente os efeitos colaterais causados pelos remédios anti-Aids ficam mais brandos após um mês de uso freqüente. Isso ocorre porque o metabolismo do seu corpo começa a se habituar com o medicamento.
Mesmo que esses efeitos colaterais continuem perturbando você após o primeiro mês de tratamento, é importante você saber que o seu médico é a pessoa indicada para lhe apresentar alternativas que diminuam esses transtornos. Nunca tome a decisão de interromper sequer uma medicação de seu tratamento. Lembre-se que apenas o seu médico está apto a discutir este assunto com você.

Maneiras de diminuir esses efeitos
Você deve ver o seu médico como um aliado contra os efeitos colaterais. Ele terá alternativas para minimizar os problemas causados pelos anti-retrovirais. Por exemplo, contra o rash, uma reação alérgica comum para quem toma Nevirapina, a indicação de um antialérgico vem sendo um alívio para várias pessoas. Outras medicações diminuem também a diarréia e as freqüentes intolerâncias gastrintestinais, que também podem melhorar com hábitos alimentares mais saudáveis.
Uma exceção é a lipodistrofia, um efeito colateral causado pelo uso prolongado de alguns anti-retrovirais, cuja característica é a mudança na distribuição de gordura do corpo. Contra este problema, a melhor forma de se prevenir é praticar exercícios físicos regularmente, além de manter uma alimentação saudável e com pouca gordura. Algumas pessoas chegam a parar os remédios na esperança de conseguir diminuir este problema. Mas sabe-se que o acúmulo de gordura no abdômen e na nuca, e a falta de gordura nas pernas, nos braços e na face dificilmente regridem somente com a parada dos remédios. A lipodistrofia será o tema da próxima edição do Conversa Positiva, que deverá entrar em circulação a partir do mês de agosto.
Atenção: a alternativa de tomar um remédio contra algum efeito colateral tem que partir do seu médico. Ele saberá lhe indicar a medicação correta para o seu caso. Todas as pessoas que tomam remédios anti-Aids devem ter muito cuidado ao ingerir qualquer outro medicamento sem comunicar ao médico. Existem remédios que, se tomados junto com os anti-retrovirais, podem causar reações perigosas no organismo ou até cortar o efeito do tratamento contra a Aids.

Se o efeito colateral for insuportável, a solução é a troca do remédio
É muito importante nesta fase avaliar custo e benefício. Se o efeito colateral for insuportável a ponto de você pensar na possibilidade de parar os remédios, conte tudo ao seu médico. Mantenha-o informado sobre qualquer coisa que você sinta após tomar os remédios. O importante nessa etapa é não exagerar, nem omitir sintomas.
Se, após algum tempo, você continuar sentindo efeitos colaterais que sejam insuportáveis, o seu médico poderá tentar mudar a sua medicação. Mas saiba que esta alternativa deve ser colocada em prática em último caso. Alterar a medicação precipitadamente pode fazer com que o HIV em seu corpo se torne resistente a esse remédio. Você não poderá voltar a tomá-lo mais tarde. Além disso, todos os anti-retrovirais causam algum efeito colateral. Logo, nada garante que, na fase de adaptação à nova medicação, não surjam novos problemas até mais insuportáveis do que os que você sentia anteriormente.
Observe bem o seu corpo. Pense que o remédio é um aliado importante para a sua vida no momento. Avalie bem o que você está sentindo após a tomada de cada medicação (se é que você sente algo). Melhore seu hábito alimentar, preferindo alimentos não gordurosos. Essa decisão poderá aliviar bastante os distúrbios gastrintestinais causados pelos remédios. Divida suas opções com o seu médico e discuta com ele alternativas para minimizar esses problemas. Seja realista em relação a esse problema para que você possa tentar resolvê-lo da melhor forma, sem colocar em risco a sua vida.

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