Publicações

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.12

04/2008

VIII Conferência Brasil Johns Hopkins University em HIV/Aids

Em abril, o Rio de Janeiro foi palco de debates internacionais

Profissionais reuniram-se na VIII Conferência Brasil Johns Hopkins University em HIV/Aids e no II Congresso da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa sobre DST e Aids

Mais uma vez, a Conferência Brasil Johns Hopkins University em HIV/Aids reuniu professores da universidade americana e profissionais de saúde brasileiros. O evento, mais próximo de um curso de atualização do que de um congresso científico, aconteceu nos dias 3 e 4 de abril, no Rio de Janeiro. Logo depois, na mesma cidade, entre os dias 14 e 17 de abril, foi a vez do II Congresso da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa sobre DST e Aids reunir especialistas em doenças sexualmente transmissíveis e aids. Profissionais do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Cabo Verde e Guiné-Bissau apresentaram resultados de experiências positivas e apontaram os principais desafios para o enfrentamento dessas enfermidades.

Experiências positivas reforçam luta

Em quatro dias de debate, os participantes divulgaram resultados de estudos e apresentaram experiências positivas de seus países. Transmissão vertical, resistência do HIV aos tratamentos disponíveis e a chegada ao mercado de um medicamento único contra a aids foram alguns destaques. Profissionais do Hospital Augusto Ngangula, emAngola, comemoraram os resultados de um programa implatado há quatro anos para o controle da transmissão vertical do HIV – em todo o mundo, 82% dos soropositivos menores de 13 anos adquiriram o vírus da Aids pela mãe. Os resultados indicam que 64% das crianças nascidas entre 2004 e 2006, que já receberam o diagnóstico definitivo da infecção, mostraram-se negativas para o vírus.

Em Portugal, um estudo desenvolvido no Hospital São João comparou o resultado de testes de genotipagem realizados com soropositivos virgens de tratamento com o banco de dados sobre resistência do HIV a antiretrovirais da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os resultados indicam que 10% dos 173 pacientes analisados estavam infectados com vírus resistentes aos medicamentos disponíveis em Portugal. Para os pesquisadores, o estudo alerta para a importância da realização de testes de resistência viral antes do início do primeiro esquema terapêutico.

Medicamento único
Pesquisadores brasileiros também divulgaram uma boa notícia: o medicamento único contra a aids, em desenvolvimento no Instituto deTecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/ Fiocruz), deve chegar às prateleiras em 2009. O novo medicamento – que integra os princípios ativos zidovudina, nevirapina e lamivudina – simplificará o tratamento, contribuindo para a adesão dos pacientes.

Além da apresentação de resultados de pesquisas científicas, o encontro debateu o impacto das resoluções tomadas na chamada Carta de Luanda, elaborada na primeira edição do Congresso, realizada em 2005 em Angola. Naquela ocasião, os países signatários se comprometeram a agir em conjunto na promoção das políticas e estratégias de enfrentamento das DST/aids. O III Congresso da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa sobre DST/aids acontecerá em 2010, em Portugal, quando a Carta do Rio de Janeiro será avaliada.

Johns Hopkins: 16 conferencistas e 1017 inscritos colocam o assunto em dia
Já na conferência da universidade norte-americana, Joel Gallant e John Bartlett, que vêm à Johns Hopkins carioca desde sua primeira edição, falaram do tratamento anti-retroviral para pacientes “com” (Gallant) e “sem” (Bartlett) experiência de anti-retrovirais. Jean Anderson, outro veterano, falou sobre “Tópicos especiais no tratamento de mulheres com HIV/Aids”.

O brasileiro Mauro Schechter que, segundo a programação, falaria sobre “Implicações das alterações na morbimortalidade na era de HAART”, usou parte de seu tempo para criticar o Programa Nacional de DST/Aids. Alguns dias depois, concedeu a entrevista exclusiva que a Saber Viver Profissional publica nas páginas seguintes.

Compartilhe