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Solução » Solução n.10

12/2005

Equipe usa estratégia para explicar terapia aos pacientes

Fotos de frascos, rótulos e comprimidos ajudam a esclarecer esquemas com anti-retrovirais aos pacientes do CCDI

Fundado em 1982, o Centro de Controle de Deficiências Imunológicas (CCDI) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) é um dos grandes centros de atendimento aos portadores do HIV da capital paulista. Em uma casa localizada na Vila Clementino, a unidade atende cerca de 2 mil pacientes por mês, além de disponibilizar anti-retrovirais para outros serviços da universidade, como o Núcleo Multidisciplinar de Patologias Infecciosas na Gestação (NUPAIG) e o Centro de Atendimento da Disciplina de Infectologia Pediátrica (CEADIP). “O ambiente pequeno e a boa relação entre a equipe e os usuários dão o tom familiar da “casinha”, como o serviço é chamado pelos profissionais e pacientes”, explica Tereza Raquel Pessoa da Rocha Bruno, farmacêutica do CCDI.

Como funciona a distribuição dos anti-retrovirais entre as unidades da Unifesp?
Tereza Raquel: Nós, do CCDI, recebemos o repasse de medicamentos do Ministério da Saúde e encaminhamos para as outras unidades da universidade, baseados no mapa de consumo de cada uma, mas o controle de estoque e o pedido de medicamentos são feitos por nós. Qual é o principal diferencial do CCDI? Por ser um local pequeno, a integração é muito boa entre o paciente e a equipe multidisciplinar. Aqui tudo é muito rápido e prático: ele passa no médico, colhe exame, passa na assistente social, retira o remédio. A integração é perfeita, está tudo concentrado em um único local. A maioria dos pacientes fala bem daqui, eles dizem que são bem atendidos.

Como vocês lidam com os pacientes com dificuldades de compreender a terapia anti-retroviral? 
A maioria dos nossos pacientes não sabe os remédios que toma. Eles se baseiam na cor, forma ou frasco do medicamento. Por isso, foi implantado pela equipe aqui do CCDI um esquema para facilitar a vida deles. Temos um quadro afixado na farmácia com as fotos de cada frasco de medicamento, com suas cápsulas ou comprimidos. Assim, a comunicação equipe-paciente fica muito mais fácil e podemos explicar o tratamento de forma mais acessível.

Vocês conseguem manter um bom estoque de anti-retrovirais? 
Sim. No final do ano, por exemplo, conseguimos dispensar os remédios para dois meses. Os pacientes ficam super satisfeitos, pois nessa época de recesso, férias e outras situações diferenciadas, não ter que voltar à unidade facilita a vida deles.

SAIBA + 
Farmácia do CCDI De 2a a 6a, das 7 às 17h
Rua Loefgren, 1588 | São Paulo – SP Tel.: (11) 5573-5081

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