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Saber Viver » Saber Viver n.10

06/2001

Estavudina, lamivudina, Indinavir e Ritonavir

Beber muita água é fundamental para quem toma essa combinação

O esquema apresentado nesse número é relativamente novo, muito potente e funciona bem em pessoas que têm a carga viral alta. Além disso, ele veio para simplificar a vida de quem toma o INDINAVIR. A associação do RITONAVIR ao INDINAVIR permite que o paciente possa tomar o INDINAVIR de 12 em 12 horas, sem precisar de jejum. Assim, todos os quatro medicamentos podem ser tomados juntos, duas vezes ao dia, com um intervalo de 12 horas entre as tomadas. Atenção: o RITONAVIR e o INDINAVIR devem, obrigatoriamente, ser tomados juntos, pois um auxilia na potência do outro e NUNCA deixe de tomar nenhum medicamento.

O INDINAVIR provoca a formação de cálculos renais. Para evitá-los, é preciso beber pelo menos 1 litro e meio de água (água mesmo!) por dia, ou seja, uns 10 copos. Além dessa cota diária de água, obrigatória para quem quer evitar problemas futuros, você pode e deve beber mais líquido. Sucos também são uma ótima opção.

ESTAVUDINA (Zeritavir) – 1 cápsula de 12 em12 horas
LAMIVUDINA (3TC, Epivir) – 1 comprimido de 12 em12 horas
INDINAVIR (Crixivan) – 2 cápsulas de 12 em12 horas
RITONAVIR (Norvir) – 1 cápsula de 12 em12 horas

Veja a seguir como é o dia a dia do nosso personagem João. Vale ressaltar, no entanto, que a melhor hora para tomar os seus remédios deve ser discutida entre você e seu médico.

8h da manhã
João toma os seus remédios (1 cápsula de ESTAVUDINA, 1 comprimido de LAMIVUDINA, 2 cápsulas de INDINAVIR e 1 cápsula de RITONAVIR) logo após o café da manhã. Não é necessário comer para tomar os medicamentos, mas os alimentos muitas vezes ajudam o estômago a tolerar a medicação. A escolha de um horário regular é que é muito importante.

8h da noite
Na hora do jantar, João toma novamente 1 cápsula de ESTAVUDINA, 1 comprimido de LAMIVUDINA, 2 cápsulas de INDINAVIR e 1 cápsula de RITONAVIR.

A IMPORTÂNCIA DOS EXAMES LABORATORIAIS

Os exames para detectar os níveis de carga viral e de CD4 no sangue significam um grande avanço na terapia anti-Aids. Com eles é possível saber que rumo o tratamento deve tomar. “O objetivo do tratamento com os anti-retrovirais é tornar a carga viral indetectável. Se ela começa a aparecer, já pode ser o início de um problema. Os exames laboratoriais são fundamentais para identificar precocemente a falência terapêutica, dando, assim, ao médico a possibilidade de fazer alterações mais simples e mais eficientes na terapia”, assinala o infectologista Estevão Portela.
Quando a carga viral se torna elevada, o CD4 começa a cair e em breve o paciente pode começar a sentir os sintomas do enfraquecimento de seu sistema imunológico. Ou seja, quando a pessoa adoece, muita coisa já aconteceu e muitas providências poderiam ter sido tomadas caso fosse feito um controle laboratorial eficaz.

O controle do CD4 também é muito importante. Segundo Estevão Portela, quem toma medicação tem CD4 acima de 200 e carga viral indetectável pode ficar tranqüilo e deve repetir seus exames de 3 em 3 meses para confirmar que continua tudo bem. Já para quem nunca tomou medicação, o índice de CD4 é fundamental para o médico definir o momento adequado para iniciar a terapia anti-retroviral.
Portanto não deixe de fazer exames e de comparecer às consultas médicas de 3 em 3 meses, pelo menos. Mais um lembrete: Se você ficou doente ou tomou uma vacina, seus índices de carga viral e de CD4 podem ficar alterados, por isso espere pelo menos 1 mês para fazer seu exame de sangue e ter um resultado seguro.

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