Publicações

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver » Saber Viver n.15

04/2002

Estavudina + Lamivudina + Nevirapina + Nelfinavir

Uma combinação usada por pessoas que já tiveram uma falha em seu tratamento

A combinação apresentada neste número é usada normalmente por aqueles pacientes cujo primeiro esquema de anti-retrovirais não obteve resultado satisfatório. Quando isso acontece, o médico deve escolher novos medicamentos para atacar o HIV. Essa nova combinação, chamada terapia de resgate, geralmente inclui um número maior de medicamentos. Mas eles podem ser tomados de modo a não complicar a rotina de quem é soropositivo, desde que os horários dos medicamentos e as recomendações do médico sejam rigorosamente respeitados. Uma nova falha no seu tratamento significaria uma nova mudança no seu esquema e aí sim sua saúde poderia ser seriamente prejudicada. Veja a seguir como João organiza seu dia a dia para tomar seus medicamentos.

Estavudina (Zeritavir, d4T)
1 cápsula de 12 em 12 horas
Lamivudina (3TC, Epivir)
1 comprimido de 12 em 12 horas
Nevirapina 
(Viramune, Nevimune)
1 comprimido de 12 em 12 horas (nos primeiros 14 dias,
apenas 1 comprimido por dia)
Nelfinavir (Viracept)
5 comprimidos de 12 em 12 horas ingeridos com alimentos

8 da manhã
Como o Nelfinavir tem que ser ingerido junto com alimentos, João toma sua primeira dose no café da manhã. Quando não pode comer muito, ele bebe ao menos um copo de leite com pão. Isso é suficiente para que o Nelfinavir seja bem absorvido. Para facilitar, João toma também seus outros remédios. No total são 5 comprimidos de Nelfinavir, 1 cápsula de Estavudina, 1 comprimido de Lamivudina, 1 comprimido de Nevirapina. São muitos, mas assim só será preciso pensar em medicamentos daqui a 12 horas.

8 da noite
João geralmente chega em casa tarde, por isso ele precisa levar consigo uma caixinha com todos os comprimidos e cápsulas que devem ser tomados à noite. São os mesmos que ele tomou de manhã. Por causa do Nelfinavir, João procura um local onde ele possa fazer um lanche, como um suco e um pastel.

 
 
DICAS DE SAÚDE

Proteja-se contra a dengue. Confira abaixo informações importantes sobre a epidemia.

Como prevenir
O mais importante é eliminar os ambientes propícios ao mosquito Aedes aegypti. Não deixe caixas d’água sem tampa, água parada em vasos, em pneus e quaisquer locais onde possa haver acúmulo de água.

Os repelentes e as substâncias aromáticas são eficazes. Os mosquiteiros têm eficiência limitada, já que os horários de predileção do Aedes aegypti são as primeiras horas da manhã e o fim da tarde. Não há comprovação científica sobre se o complexo B previne contra a picada dos insetos, mas seu uso é bastante popular.

Sintomas da dengue
Febre alta, dor de cabeça e nas articulações são alguns dos sintomas iniciais da dengue. Nos casos de maior gravidade, podem ocorrer sangramentos, dores abdominais intensas, vômitos freqüentes, queda de pressão e queda de temperatura. É imprescindível procurar um médico ao sentir os primeiros sintomas.

Dengue e Aids
O fato de ser portador do HIV não significa maior probabilidade de desenvolver as manifestações mais graves da dengue. As pessoas que têm problemas na medula óssea podem ter maiores problemas ao se infectar pelo vírus da dengue. E os que estão debilitados, devido à diarréia e à intolerância gástrica, podem ter dificuldades de se manter hidratados e necessitar de internação para administração de soro fisiológico venoso.

Tratamento
Quem contrair dengue deve aumentar a ingestão de líquidos. Beba 3 litros de água, água de coco ou suco por dia. Verifique se você está conseguindo se manter hidratado, observando sua urina. Se ela estiver escura ou diminuída é sinal de que você precisa de mais líquido.

Para controlar a febre, os medicamentos mais seguros são à base de paracetamol (Tilenol, Dôrico, entre outros), que devem ser ingeridos a cada 4 ou 6 horas, pois o aumento dessa dosagem pode causar danos ao fígado. Não devem ser utilizados aspirina ou outro antiinflamatório devido ao risco aumentado de sangramentos.


Compartilhe