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Saber Viver » Saber Viver n.11

08/2001

Fitoterapia – plantas que curam

Cada vez mais pessoas HIV positivas procuram técnicas não convencionais de tratamento para complementar a terapia anti-Aids. Nós, da Saber Viver, procuramos conhecer e passar para vocês algumas delas. Descobrimos que muitos soropositivos alcançaram um melhor equilíbrio para o organismo e mais disposição através das chamadas terapias complementares. Acupuntura, Terapia Ortomolecular e Homeopatia já foram abordados aqui. Agora, chegou a vez da Fitoterapia.

Não se acomode, procure pelo seu bem estar. Mas não deixe de conversar com seu médico sobre suas escolhas, pois, em alguns casos, os produtos fitoterápicos podem influenciar o efeito da terapia anti-retroviral.

Não há, até o momento, nenhum produto de origem vegetal que possa tratar a Aids. No entanto, existem muitas opções, dentro da fitoterapia, para auxiliar seu tratamento. Segundo Roberto Leal Boorhen, médico especialista em acupuntura e fitoterapia e membro da equipe de Plantas Medicinais da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, uma série de estudos já comprovaram que plantas como a Equinácea, o Ginseng, a Pfaffia e o Astragalus aumentam a eficiência do sistema imunológico. “Ao estimular o sistema de defesa do organismo, a probabilidade de a pessoa HIV positiva sofrer uma agressão provocada por vírus ou bactéria é menor. A Equinácea é indicada na prevenção e para abreviar a duração de gripes e resfriados. A Pfaffia e o Ginseng são espécies chamadas adaptogênicas, ou seja, elas aumentam a capacidade do organismo para se adaptar aos estresses físico e mental. O Astragalus atua também no sistema digestivo, evitando a diarréia”, explica Roberto. “Existem, ainda, plantas que atuam no sistema nervoso, que não causam dependência física e que têm uma baixa incidência de efeito colateral”, completa ele.

Orientação especializada
É importante ressaltar que o tratamento fitoterápico deve ser feito sob orientação médica. Nada impede que, para tratar um probleminha simples e passageiro, a pessoa tome um chá de Camomila ou de Boldo, mas, quando o tratamento exige continuidade, é melhor procurar orientação especializada. Principalmente quando se é soropositivo. O sistema imunológico debilitado possibilita o surgimento de diversas complicações de saúde, muitas concomitantemente. É preciso conhecer profundamente as propriedades farmacológicas das diversas espécies de plantas para combiná-las em um medicamento que atenda às necessidades do paciente. “O ideal é tomar uma formulação dirigida para o seu caso. Essa é a melhor forma de se praticar a Fitoterapia”, assegura Roberto Boorhem.

Para aqueles que gostam de se automedicar e acham que, no caso da fitoterapia, “se bem não fizer, mal também não vai fazer”, um aviso: diversas espécies de plantas têm várias propriedades e, enquanto servem para curar alguns males, podem piorar outros. “O Alcaçuz, por exemplo, é eficaz para conter os mecanismos alérgicos que muitas vezes são detonados por causa da disfunção imunólogica do paciente HIV positivo. No entanto, ele pode alterar o funcionamento da supra-renal. Para usá-lo, é preciso ter cuidado com dosagem e tempo de uso. Do mesmo modo, o uso contínuo do Ginseng pode levar ao aumento da pressão arterial, caso a pessoa tenha essa tendência”, alerta o médico.

Além disso, é importante salientar que ainda não existem estudos suficientes sobre as possíveis interações entre as ervas medicinais e as drogas anti-HIV. “Não sou contra, mas recomendo muito cuidado com os fitoterápicos”, adverte Marco Antônio Vitória, Assessor Técnico da Coordenação Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde: “Eles podem prejudicar a atividade dos anti-retrovirais”. A erva de São João (Hypericum perforatum) e o Alho são alguns exemplos já conhecidos. Nos Estados Unidos, a agência que regulamenta o uso de medicamentos (FDA) publicou um parecer recomendando que não seja permitido o uso da Erva de São João com os anti-retrovirais.

Produtos fitoterápicos
As plantas medicinais são utilizadas tradicionalmente em forma de chás. No entanto, atualmente, os médicos preferem indicar, para tratamento fitoterápico, os extratos padronizados, que vêm em forma de cápsulas, comprimidos ou pó. “Hoje, é possível extrair da planta tudo o que interessa, transformá-la em pó e dosar as substâncias que caracterizam essa planta”, explica Roberto Boorhem. Cada planta tem sua dosagem padrão, conseguida através de estudos fitoquímicos e técnicas modernas de análise de quantificação das substâncias. Isso possibilita controlar a qualidade do produto fitoterápico padronizado, garantindo sua eficácia. Os produtos fitoterápicos industrializados devem conter no rótulo o número de registro do Ministério da Saúde.

Segundo Roberto Boorhem, quem quiser adquirir plantas medicinais, sob qualquer forma, deve procurá-la em farmácias de manipulação. “Procure farmácias idôneas, conhecidas, pois as plantas têm prazo de validade e se estiverem contaminadas por fungos podem ser extremamente perigosas, principalmente para o portador do vírus da Aids”.

Onde encontrar FITOTERAPIA a preços reduzidos
IARJ – Travessa Pepe, 81 e 86 – Botafogo – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2542-7949 e 2541-0086 – e-mail: iarj@alternex.com.br

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