Publicações

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.21

12/2010

Gravidez planejada nas unidades de saúde

Profissionais receberão treinamento para garantir o direito de casais afetados pelo HIV de ter filhos

O Ministério da Saúde lançou recentemente o documento Estratégias de Redução de Risco de Transmissão Sexual do HIV no Planejamento da Reprodução para Pessoas que Vivem e Convivem com HIV ou Aids, parte do suplemento ao Consenso de Adultos 2008 (ver área útil, na última página). A publicaçãoé destinada aos profissionais de saúde e vai orientá-los sobre como planejar com o casal sorodiscordante ou soroconcordante uma gravidez saudável e com riscos mínimos de transmissão sexual do HIV, DSTs e hepatites virais.

Para Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o princípio fundamental é o dos direitos humanos e o direito das pessoas que vivem com HIV. “Precisamos ampliar essas estratégias em todas as redes de saúde, especialmente na orientação para que isso seja conversado nas unidades de saúde. É preciso haver maior diálogo para que as mulheres que buscam o serviço de saúde e engravidam tenham essas orientações e possam ter maior segurança no parto”.

 

Dialogar com pacientes

De acordo com o documento, as equipes de saúde precisam estar preparadas para dialogar sobre o assunto com os pacientes soropositivos que manifestam o desejo de constituir família. O planejamento conjunto é a melhor forma de estabelecer formas de cuidados que poderão reduzir a transmissão do HIV para o bebê ou para o parceiro não infectado, no caso de casais sorodiscordantes. Os cenários abordados no documento são casais sorodiscordantes quando o homem é HIV+, quando a mulheré HIV+, e casais soroconcordantes.

“Até agora, os profissionais de saúde não tinham uma orientação clara de como proceder nos casos em que casais afetados pelo HIV demostravam desejo de ter filhos. Agora, teremos como orientar esses casais ao direito de procriação com práticas seguras que reduzirão o risco da transmissão do HIV”, comemora a médica infectologista Zafira Koury, assessora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo.

Tecnicas utilizadas
Pela estratégia do Ministério da Saúde, os profissionais irão orientar os casais na utilização de técnicas de baixa densidade tecnológica, como a autoinseminação e a profilaxia com antirretrovirais quando a concepção for previamente planejada para o período fértil. No entanto, devem ser observados critérios estabelecidos pelo Ministério. “A pessoa com HIV deve estar em uso de antirretrovirais e ter boa adesão, ter o sistema imunológico recuperado, ter carga viral do HIV indedectada, não ter nenhuma DST e não estar com doença oportunista ou co-infecções”, ressalta Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Distribuição e treinamento
Outras formas de reduzir os riscos são a reprodução assistida, a lavagem de esperma e a inseminação artificial. Entretanto, segundo as recomendações, todo método adotado deve ser acompanhado pela equipe de saúde.

O suplemento será distribuído nos Serviços de Atendimento Especializado (SAE), e o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais capacitará profissionais de saúde.

Compartilhe