Saber Viver Mulher

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Mulher » Saber Viver Mulher n.02

02/2004

Gravidez positiva

O direito de um atendimento mais solidário

As gestantes soropositivas devem seguir o tratamento com os anti-retrovirais, fazer um pré-natal bem cuidadoso e realizar um parto adequado para garantir que o bebê não se infecte. Assim, a mãe reduz para menos de 1% o risco de infecção de seu filho. Mas, além disso, elas devem contar com um modelo de atendimento que seja baseado no respeito e na solidariedade.
Para o obstetra da Universidade Federal da Paraíba, Otávio Pinho, “não é só o uso dos anti-retrovirais que garantirá uma gravidez tranqüila a essa mulher. Ela deve receber o apoio e a solidariedade do serviço de saúde, reduzindo o estresse e preservando a imunidade da paciente”.

Um passo importante para aperfeiçoar o atendimento à gestante soropositiva acontecerá em março do próximo em João Pessoa (PB).

Evento discutirá atendimento mais humano à gestante
Trata-se do I Congresso Brasileiro de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV e outras DSTs. Segundo Otávio Pinho, um dos coordenadores do evento, o objetivo é reunir profissionais de diferentes áreas para discutir modelos de cuidados que incluam medicamentos e atendimento mais humanizado. “Esse tema é bastante discutido em todo mundo, com excelentes resultados na redução do HIV em crianças expostas ao vírus”. Experiências de outros países também serão apresentadas no evento.

Paralelo ao Congresso, acontecerá o Fórum de Mulheres Soropositivas, um evento que reunirá mulheres soropositivas de todo o país.

Nossa primeira capa engravidou!

Vocês lembram da Kelly, a nossa capa da edição anterior? Ela está grávida de 2 meses. E você vai acompanhar a gravidez e o nascimento do bebê através da Saber Viver Mulher. Assim, pretendemos mostrar a importância do pré-natal e divulgar algumas orientações específicas para as grávidas soropositivas.
Ela engravidou sem planejar mas sabe da importância de um pré natal e por isso já está se cuidando. Ela está bem de saúde. Sua carga viral é indetectável e os CD4, 1098. Isso é um ótimo começo para que a gravidez seja tranqüila e saudável. “Sinto muito enjôo, fome e um sono danado”. Não se preocupe, Kelly. Esses sintomas são comuns na gravidez.
A próxima consulta de Kelly com o obstetra será em dezembro. Já o infectologista mudou uma medicação contra a aids. O esquema de Kelly era: viracept, estavudina e lamivudina. Sai a estavudina e entra o biovir, porque o AZT (presente no biovir) é um dos medicamentos que deve fazer parte do tratamento de gestantes HIV+.
Kelly agora está curtindo, com o seu parceiro, o bebê que está previsto para junho ou julho. Na próxima edição da Saber Viver Mulher, tem mais novidades.

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