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Saber Viver » Saber Viver n.16

06/2002

Hepatite e Aids: semelhanças e diferenças

HIV é o vírus mais conhecido e pesquisado em todo o mundo. No entanto, os vírus das hepatites B e C contaminam um número muito maior de pessoas. Isso acontece porque o HIV tem um poder de contaminação muito menor que o vírus da hepatite, apesar de suas formas de transmissão serem as mesmas: através de relações sexuais com pessoas portadoras dos vírus e através do sangue infectado. Outra semelhança entre a Aids e a hepatite é que são doenças que podem demorar muitos anos para se manifestar. Ou seja, como no caso do HIV, você pode ter o vírus da hepatite e não saber.

A hepatite, logo após a contaminação, costuma causar alguns sintomas, como febre e olhos amarelados. Mas, segundo o infectologista Estevão Portela, a maioria das pessoas passa por essa fase sem perceber. “Depois da fase aguda vem a fase crônica da doença, sem sintoma algum, que pode levar anos e, se não for tratada, evolui para cirrose e câncer de fígado”, alerta ele. “No caso da hepatite C, o curso da doença costuma ser bastante agressivo em pessoas soropositivas”. Daí a importância do exame – disponível na rede pública – para detectar a presença do vírus da hepatite. Os dois tipos são perfeitamente tratáveis e, diferentemente da Aids, têm cura. No caso da hepatite B, a notícia é ainda melhor: existe uma vacina extremamente eficaz, também disponível na rede pública, que protege quem nunca teve a doença de uma possível infecção.

O tratamento
Segundo Estevão Portela, a terapia anti-retroviral concomitante ao tratamento para hepatite B não traz problema algum para o paciente. Já para tratar a hepatite C é preciso tomar cuidado na escolha da medicação. “A Ribarivirina (medicamento usado contra a hepatite C) e a Zidovudina (AZT), que age contra o HIV, costumam causar anemia”, diz o infectologista.
Aqui vale o ditado “é melhor prevenir do que remediar”. Converse com seu médico, faça os exames que detectam a presença dos vírus das hepatites B e C e vacine-se contra a hepatite B.

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Aids: como se pega e como não se pega

Para algumas pessoas a matéria com o título acima, que saiu no último número da Saber Viver (nº 15), deixou algumas dúvidas. Por isso resolvemos deixar tudo mais claro.

Quem tem o vírus da Aids não pode doar sangue nem amamentar e, independentemente da sorologia para o HIV, ninguém deve fazer sexo sem proteção ou compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas. Essas são atitudes de alto risco para a transmissão do HIV. Mas situações cotidianas como beber no mesmo copo, usar o mesmo banheiro, beijar ou abraçar não oferecem perigo algum, pois não são capazes de transmitir o vírus da Aids.


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