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Solução » Solução n.08

08/2005

IAS traz novidades para o tratamento contra a aids

A 3ª Conferência Internacional de Aids divulgou avanços científicos e novas políticas de prevenção e tratamento do HIV/aids.

Cientistas, profissionais de saúde e líderes comunitários brasileiros e estrangeiros que atuam na área de HIV/aids se reuniram em julho no Rio de Janeiro na 3ª Conferência Internacional de Aids. O Brasil teve papel de destaque durante o evento, não apenas por ser o primeiro país a garantir o acesso universal aos anti-retrovirais, mas principalmente por promover a integração entre tratamento e prevenção da aids.

Investir em ações que integrem essas duas áreas é a meta proposta pela IAS com o objetivo de criar e ampliar programas eficazes de combate ao HIV em todo o mundo.

O evento refletiu também a crescente projeção do país na área científica. O Brasil obteve o segundo lugar em número de trabalhos inscritos (155).

Drogas com novas formulações favorecem a adesão 
Diversos estudos apresentados na 3ª IAS apontaram novas alternativas para o tratamento contra a aids. Uma nova classe de anti-retrovirais, os inibidores de CCR5 (receptor responsável pela entrada do HIV na célula), está em fase adiantada nas pesquisas. Serão necessários, porém, pelo menos mais três anos de estudos antes que o medicamento seja aprovado para comercialização.

Anti-retrovirais de classes já conhecidas ganharam novas formulações que podem ser mais eficazes, menos tóxicas e oferecer maior conforto posológico para os pacientes. Segundo o infectologista Celso Ramos, um dos coordenadores da conferência, muitos efeitos colaterais sentidos pelos portadores do HIV não estão relacionados ao princípio ativo do medicamento, mas à sua formulação. “O desconforto gástrico relatado pelos usuários do lopinavir/r (Kaletra) está associado à cápsula gelatinosa que contém o princípio ativo do medicamento”, exemplifica o médico. Após cinco anos de pesquisa, o laboratório Abbott, fabricante da droga, mudou o veículo do medicamento de cápsula para tablete. Outro benefício dessa nova apresentação é o armazenamento. A droga poderá ser guardada fora da geladeira. A nova versão do lopinavir/r deve ser lançada até o início de 2006.

Outro inibidor da protease, o saquinavir, ganhará nova formulação. Sua dosagem diária de 1000 mg, que hoje é distribuída em 5 cápsulas de 200 mg, poderá ser ingerida em dois tabletes de 500 mg. “Ao diminuir a dosagem e os efeitos colaterais do medicamento, a chance de adesão do paciente ao tratamento aumenta”, conclui Ramos.

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