Conversa Positiva

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Saber Viver Edições Especiais » Conversa Positiva » Conversa Positiva n.02

09/2002

Iniciativas contra a lipodistrofia

Alguns locais estão buscando alternativas para seus pacientes. Confira abaixo

BIOENERGÉTICA, GINÁSTICA E SEXUALIDADE NO CRT EM SP

O Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids de São Paulo oferece aos seus pacientes um serviço de combate à lipodistrofia há um ano. Essa iniciativa surgiu quando pacientes do local começaram a apresentar os sintomas da lipodistrofia. “Percebemos com o tempo que as pessoas que não faziam exercícios físicos estavam apresentando os sintomas corporais da lipodistrofia. Comecei a pesquisar e propus um trabalho associado à bioenergética, uma técnica que trabalha a respiração com o objetivo de oxigenar as células”, explica Valvina Adão, psicóloga do CRT. Cerca de 50 pessoas se beneficiam do serviço que, além dos exercícios de bioenergética, oferece aulas de ginástica – que são dadas por uma paciente do local que é professora de educação física –, exercícios faciais e oficinas de sexualidade.

PROGRAMA DE DST/AIDS DA UFRJ SE ALIA À EDUCAÇÃO FÍSICA

Por iniciativa de alguns profissionais do setor de DST/Aids do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os pacientes com lipodistrofia estão tendo acesso à academia de musculação do curso de Educação Física da própria universidade. O serviço é gratuito e atende há um ano cerca de 30 pacientes. “Percebemos nesse período que essas pessoas aumentaram o convívio social, a auto-estima e melhoraram a aparência. Parece que hoje elas se amam mais”, conclui Jaqueline Barbosa da Silva, assistente social e uma das incentivadoras dessa iniciativa.

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Pesquisa conclui que exercícios faciais podem ajudar

Os exercícios faciais conseguem reverter alguns casos de lipodistrofia na face, porém, precisam ser executados com freqüência. Caso contrário, o rosto volta a emagrecer. Essas são as conclusões da pesquisa desenvolvida no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, pela fonoaudióloga Virgínia Vasquez, com participação da infectologista Ely Cortes. O objetivo era avaliar se um tratamento fonoaudiológico seria eficiente para diminuir os efeitos da lipodistrofia na face. Seis pacientes homens, com idades entre 34 e 57 anos, foram observados durante 9 meses. Cabe ressaltar que o número de pacientes é bastante pequeno, mas a indicação e a avaliação continuarão sendo realizadas em busca de mais dados que permitam alcançar conclusões definitivas. Mais informações sobre a pesquisa: VCTvasquez@aol.com


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