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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.05

06/2006

Johns Hopkins

A importância do diagnóstico da depressão
A relação entre HIV e depressão foi abordada na palestra Depressão e HIV. Thomas Koenig apresentou dados de um estudo que constatou a presença de depressão em até 60% de pessoas vivendo com HIV/ aids, independente da fase da doença. Em mulheres, a depressão é de duas a quatro vezes mais comum do que em homens. Segundo ele, as possíveis causas da depressão são a reação às circunstâncias que envolvem o diagnóstico, a predisposição genética (histórico familiar de depressão), a influência da presença do HIV em células do cérebro e a utilização de esteróides e de Interferon, substâncias que causam depressão.

Dificuldades no tratamento
Thomas Koenig reconheceu a dificuldade do diagnóstico, mas orientou os profissionais de saúde a investigarem este problema após excluírem outras causas de alteração do humor. “O diagnóstico da depressão é fundamental para o tratamento contra a aids, uma vez que seu tratamento costuma melhorar a qualidade de vida do paciente e sua adesão ao tratamento, diminuindo taxas de mortalidade e fazendo com que os serviços de saúde gastem menos com esse paciente”, assegura Koenig. Ele lembrou também que este manejo deve ser feito por um profissional qualificado: “O diagnóstico da depressão em portadores do HIV deve ser precoce, e o tratamento adequado deve ser instituído o mais breve possível”, diz Koenig, pontuando que, em geral, a combinação de antidepressivos e psicoterapia tem conseguido bons resultados.

Complicações neurológicas da infecção pelo HIV
Nesta palestra, o pesquisador Carlos Prado apresentou alguns fatores associados ao desenvolvimento de manifestações neurológicas em portadores do HI V : doenças oportunistas (infecções e neoplasias), disfunção imunológica, toxicidade dos anti-retrovirais e conseqüências do abuso de drogas ilícitas. Segundo ele, nos últimos anos, percebeu-se um declínio da incidência de doenças oportunistas e da disfunção imunológica, mas um aumento de neuropatias secundárias ao uso dos medicamentos.

Doença renal e tenofovir: uma relação delicada
Na palestra Complicações Renais da Infecção pelo HI V, Derek Fine abordou os diversos fatores que podem ser responsáveis pela nefrotoxicidade de pacientes infectados pelo HI V. Em estudos clínicos envolvendo o tenofovir, observou-se, em pacientes que utilizam esta droga como parte do esquema terapêutico, uma diminuição mais freqüente da função de filtração dos rins do que em pacientes que receberam outros análogos de nucleosídeos. O mesmo ocorreu em outros estudos. Segundo o pesquisador, cerca de metade dos pacientes apresentaram um declínio discreto da função renal, sem repercussões clínicas, porém não se sabe como será a evolução deste quadro a longo prazo.

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