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Saber Viver » Saber Viver n.44

08/2009

Jovens lideranças

Adolescentes e jovens contribuem para o controle nacional do HIV/aids

Os jovens têm a capacidade de mudar o mundo. Em relação ao HIV/aids, podem trazer muitas novas ideias. O IV Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com Encontro 12 HIV/Aids (ENAJVHA), realizado de 9 a 12 de julho de 2009 em Curitiba, foi um grande espaço para jovens de todo o país apresentarem suas ideias para a política de controle do HIV/aids. Eles foram ouvidos por governos, por Fóruns e Redes de ONGs e pessoas vivendo com HIV/aids, como a RNP+Bra sil, e por organismos internacionais.

Durante 4 dias, cerca de 100 jovens participaram de inúmeras atividades. Foram dias de muito contato entre pessoas com experiências diferentes, mas que tinham em comum a vontade de participar das decisões na área do HIV/aids. A diretora do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, falou, na abertura, da importância da nova geração cobrar políticas públicas de apoio a adolescentes e jovens que vivem com HIV, “pois a missão deste Departamento é construir políticas para pessoas que vivem com HIV/aids”.

Vontade de mudar
O coordenador geral da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids (RNAJVHA), Kleber Mendes, convidou as pessoas a refletirem sobre a adolescência e a juventude que vive com HIV/aids. “Não queremos ser assistidos, queremos ser sujeitos das nossas histórias e não sujeitados pelo HIV/aids; vários jovens foram proibidos de vir neste evento, temos de refletir essa situação, queremos mudar, trabalhar juntos e sermos parceiros”. O encontro mostrou que a rede de jovens com HIV/aids está fortalecida e “disposta a pautar ações afirmativas que garantam que todos nós teremos direito a ter direitos”, disse Kleber da RNAJVHA.
A plenária do encontro aprovou uma carta de reivindicações estabelecendo objetivos e metas. Entre eles, romper com os processos de tutelamento que regem os movimentos. “Queremos ter Autonomia, para que nossas escolhas sejam respeitadas e referendadas; queremos Respeito, Trabalho, Saúde, Seguridade Social e principalmente o reconhecimento de que somos PESSOAS, sujeitos da nossa própria história”. A íntegra da carta pode ser acessada no site da RNP+ Brasil

(www.rnpvha.org.br).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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