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Saber Viver » Saber Viver n.47

12/2010

Ministério da Saúde informa

O ano de 2010 termina com novidades na área da aids: a inclusão de um novo antirretroviral na rede pública, campanha com jovens e novas recomendações para pessoas expostas ao HIV por relações sexuais desprotegidas.

Novo medicamento para tratamento da aids

Desde outubro, o Ministério da Saúde oferece novo medicamento para pacientes com HIV/aids. A etravirina é prescrita para pessoas com resistência aos demais antirretrovirais. A indicação clínica para utilizar a etravirina é feita a partir da analíse do histórico terapêutico do paciente e do teste de genotipagem, que avalia a resistência aos antirretrovirais. O fluxo é o mesmo que já existe para receber o raltegravir ou a enfuvertida: a solicitação deverá ser analisada por um comitê técnico estadual formado por infectologistas. O remédio já é utilizado em países como Reino Unido e Canadá. Com a novidade, os soropositivos brasileiros passam a contar com 20 antirretrovirais, disponíveis em 32 combinações. O Ministério da Saúde já começou a entregar aos Estados parte da primeira remessa da compra de etravirina. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais vai investir R$ 4,2 milhões em 3.360 frascos do medicamento, que devem atender cerca de 500 pacientes.

Os jovens e a aids

A importância do protagonismo juvenil é reconhecida pelo Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que em 2010 elegeu o tema como mote para a campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro. “Escolhemos priorizar o público de 15 a 24 anos considerando dados específicos deste grupo, como o maior número de parceiros casuais e o elevado índice de relações sexuais desprotegidas. O objetivo é desconstruir o preconceito enfrentado pelos jovens HIV+ e promover comportamentos seguros de prevenção”, apresenta o diretor adjunto do Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa. O maranhense Jadilson Silva Neto, de 24 anos, participou da campanha, que exibe fotos de jovens vivendo com HIV/aids junto a outros jovens e abraçados a celebridades. “A campanha mostra que a aids não tem cara. E que por isso o preconceito não deve existir”, Jadilson conclui.

Tratamento pós-exposição sexual

O Ministério da Saúde lançou suplemento com recomendações para pessoas expostas ao HIV por relações sexuais desprotegidas. O texto atualiza procedimentos terapêuticos indicando quando e como prescrever o uso de antirretrovirais em situações de risco. O objetivo é ampliar as oportunidades de prevenir a transmissão do HIV, especialmente entre casais sorodiscordantes, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis, entre outros perfis. Os medicamentos para profilaxia do HIV estão disponíveis nos Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e nas unidades que atendem situações de urgência, como casos de violência sexual. O atendimento deve ser feito, preferencialmente, nas duas primeiras horas após a relação sexual desprotegida e, no máximo, em até 72 horas. Ao receber o coquetel pós-exposição, a pessoa é orientada sobre os objetivos da utilização dos medicamentos, os possíveis efeitos adversos, a importância dos medicamentos e que a melhor prevenção é usar sempre o preservativo.

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