Saber Viver Tuberculose

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Tuberculose » Saber Viver Tuberculose n.02

01/2009

Não se tratou do HIV e desenvolveu tuberculose

Luís Cláudio Cornélio, de 42 anos, toma anti-depressivo e faz terapia duas vezes por semana. Ele começou a tratar da cabeça em 2002. Viu que, sem a colaboração dela, o corpo acaba se deixando vencer pelo vírus da aids. Com ele a coisa foi braba.
Quando, em 2000, um exame de rotina constatou o HIV, viu-se expulso do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). Alguns dias em casa bastaram para que a depressão chegasse: “Durante um ano não tomei os remédios. Dormia dois, três dias direto”, lembra. “Aí veio o pacote completo”, brinca, referindo-se à co-infecção tuberculose-HIV/Aids.
A tuberculose de Luís não foi no pulmão, mas nos gânglios. Ironicamente, teve de voltar ao local de trabalho, para o hospital. Lá, porém, não se sabia tratar um soropositivo. A unidade dispunha de vários especialistas, mas infectologista ninguém tinha lembrado de chamar. Febre alta, a ponto de inundar os lençóis de suor; falta total de apetite, anemia profunda e sono demais. Luís chegava a perder três quilos num só dia. Lembra dos enfermeiros dizendo: “De hoje esse aí não passa!”
Mas sua mãe foi buscar a infectologista que havia prescrito os primeiros anti-retrovirais. Quando a médica chegou, a situação estava fora de controle: “Eu falava que ia morrer, e ela não dizia que sim nem que não”, recorda. Finalmente, o tratamento funcionou: a tuberculose foi embora em seis meses e Luis nunca mais deixou de se cuidar. Atualmente, sua imunidade está alta e o risco de adoecer está longe. Tendo vencido a tuberculose, ele só lamenta ter sido impedido de exercer a profi ssão. Anos depois, soube que isso não podia ter acontecido. Formado em Direito recentemente, ainda não voltou a trabalhar.

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