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Saber Viver » Saber Viver n.32

06/2005

Notas

O mundo precisa de uma vacina contra a aids

A crise mundial envolvendo a produção dos anti-retrovirais reaquece a discussão sobre a necessidade de uma vacina contra a aids. Hoje, 26 produtos candidatos a vacinas anti-HIV são testados no mundo. Há produtos para os já infectados (vacina terapêutica) e para os que não foram contaminados pelo HIV (vacina preventiva). Enquanto os cientistas se empenham nas pesquisas, uma ONG americana trabalha para tornar a futura vacina acessível a todos os povos do mundo. Trata-se da IAVI (International Aids Vaccine Initiative), cujo diretor sênior, o brasileiro Ronaldo de Lima, ressalta a importância dos governos se organizarem para a descoberta de uma vacina: “Apesar de não termos perspectivas para antes de 2015, é fundamental nos prepararmos para agilizar a distribuição dessa vacina assim que ela for descoberta. Este é um dos papéis do IAVI”. Para saber mais sobre o IAVI, acesse www.iavi.org

Vacina terapêutica desenvolvida no Brasil reduz carga viral Desenvolvida por brasileiros e franceses, uma vacina terapêutica testada em 18 pacientes soropositivos em Recife foi capaz de reduzir em pelo menos 80% o nível de carga viral do HIV no sangue. Em outubro, será iniciada a segunda etapa da pesquisa, com 40 voluntários. A meta agora é elevar a concentração da vacina, já que ela não se mostrou tóxica, e responder a algumas questões, como o fato de alguns pacientes apresentarem um resultado melhor nos testes do que outros. Mesmo que os estudos obtenham sucesso, serão necessários cerca de dez anos até que a vacina se torne disponível para a população.

Cientistas de todo o mundo se reúnem no Rio para discutir HIV/aids

O Rio de Janeiro será a sede da 3ª Reunião Mundial de Aids, que acontecerá entre 24 e 27 de julho no Riocentro. O objetivo da conferência é reunir cientistas de destaque, especialistas em saúde pública e lideranças da sociedade civil de todo o mundo para analisar os avanços mais recentes relacionados à aids e explorar como as descobertas científicas podem contribuir para a resposta global à epidemia – sobretudo nos países em desenvolvimento. A escolha do Brasil como anfitrião para o evento que acontece a cada dois anos é um reflexo da liderança do país em políticas positivas de prevenção e tratamento da doença. A conferência é organizada pela International Aids Society, (IAS) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Mais detalhes pelo site www.ias-2005.org

Fuja da unha de gato

Uma tendência perigosa entre soropositivos foi identificada recentemente em salas virtuais de bate-papo. Muitos portadores do HIV tomam “unha de gato” – substância fitoterápica vendida em farmácias – como remédio adicional ao tratamento anti-retroviral. No entanto, a promessa de melhora no sistema imunológico não tem comprovação científica e, o pior, a substância, quando tomada com os remédios contra a aids, pode trazer graves conseqüências à saúde do paciente. “Os fitoterápicos atuam no mesmo local do fígado que os anti-retrovirais e essa concorrência compromete a eficácia do tratamento tradicional”, explica a infectologista Márcia Rachid. “É como se houvesse duas chaves em uma única fechadura – só uma delas pode funcionar”, completa.

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