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Solução » Solução n.22

02/2008

Nova sala à vista

Farmacêutico carioca planeja atender com privacidade

Certo dia, um paciente do Programa de HIV/ Aids, do Hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro-RJ, saiu da farmácia com um antibiótico para prevenir pneumonia, além do anti-retroviral de costume. Conta-se que o paciente retornou ao hospital somente quando terminou o antibiótico, apesar de o anti-retroviral ter terminado bem antes. Segundo o farmacêutico Marcus Venícius Toscano de Britto, casos assim passarão a ser evitados a partir da conclusão da reforma que está prevista para acontecer na farmácia.

Quantos profissionais trabalham aqui?
Somos sete farmacêuticos e cinco técnicos.

Para quantos pacientes?
Atualmente, temos cerca de 220. Além dos pacientes dos programas de DST/ aids e de tuberculose, atendemos os pacientes internados de todos os programas e os que recebem alta.

E qual sua função no serviço?
Trabalho mais na área de HIV. Também transcrevo as prescrições médicas para a dispensação.

Não tem contato com os pacientes?
Fico distante e sinto falta de conversar com cada um isoladamente sobre a necessidade da tomada correta da medicação. A gente sabe que existe diferença entre a tomada real e a ideal. Por isso está planejada uma salinha onde vou conversar com cada um de forma tranqüila sobre sua vida social, sexual e sobre a importância da total adesão ao tratamento. Estou esperando a reforma acabar.

O que mais você gostaria que mudasse no serviço?
Acho que, de uma forma geral, a farmácia no Brasil é relegada a segundo plano. O profissional que mais entende de medicamento é o farmacêutico, e não se tem consciência disso. Outro dia, aqui no Rio, vi uma bandinha tocando em frente a uma drogaria, com um palhaço fazendo propaganda de remédio para gripe. Isso é ridículo, nem dá para
comentar.

Nos anos 70, você foi recordista carioca e recordista brasileiro de atletismo. Ainda costuma correr?
Parei totalmente quando entrei para a faculdade! Agora só brinco de vez em quando.

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