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Solução » Solução n.09

10/2005

Novas pesquisas em HIV

Projeto Praça Onze e Fiocruz coordenam estudos com vacinas preventivas e estratégias de tratamento contra a aids

Importantes centros de pesquisa no Brasil, como o Projeto Praça Onze da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) da Fiocruz, vêm há anos se dedicando a investigar formas para controlar a epidemia do HIV/aids, assim como buscar alternativas mais eficazes para o tratamento anti-retroviral.

O projeto Praça Onze realiza pesquisas na área de doenças infecciosas em geral, especialmente as sexualmente transmissíveis, em particular o HIV/aids, desde 1995. Um dos estudos em andamento, o SMART, trabalha com a hipótese de uma mudança na estratégia de tratamento para um esquema que permita a interrupção temporária e controlada dos medicamentos quando o CD4 estiver acima de um determinado valor, reduzindo, assim, o custo da terapia e os efeitos colaterais.

Outro estudo, previsto para iniciar em dezembro, irá pesquisar os efeitos dos anti-retrovirais no tratamento de infecções recentes pelo HIV. Segundo o infectologista Estevão Portela, hoje a indicação para o início da terapia é quase sempre o número de CD4: “abaixo de 200, requer tratamento; entre 200 e 350, requer avaliação, e acima de 350, não tratar”.

Drogas para pacientes multifalhados
Entre as novas drogas pesquisadas, destacam-se dois inibidores de protease, entre eles o tipranavir, que podem ser benéficos para pacientes multifalhados, no quarto ou quinto esquema de tratamento. Além disso, o uso de um inibidor da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (mesma classe do efavirenz e nevirapina) e os efeitos do CCR5, um inibidor da entrada do vírus na célula, estão sendo analisados. Na área de vacinas, o centro estuda somente as preventivas. A médica Mônica Merçon revela que os estudos em andamento estão em fase 1 e 2, o que significa que ainda estão sendo testados “a capacidade de a vacina provocar resposta e o nível de tolerabilidade humana”.

A infectologista Marília Santini, que participa de pesquisas clínicas no Hospital Geral de Nova Iguaçu e na Unidade de Ensaios Clínicos em HIV/ aids do IPEC (Fiocruz), destaca um estudo que avalia a eficácia da monoterapia em pessoas com carga viral indetectável há pelo menos seis meses. Iniciada há um ano e meio, a pesquisa tem apresentado bons resultados até agora. Entre os estudos de estratégiasde prevenção, Santini aponta um estudo sobre a transmissão vertical do HIV em crianças cuja infecção da mãe foi descoberta apenas na hora do parto, e um outro que atua junto a casais sorodiscordantes, com o objetivo de diminuir a transmissão pela via sexual, ambos coordenados pela Fiocruz no Brasil.

SAIBA +
Projeto Praça Onze (UFRJ)
Tel: (21) 22739073 e www.pracaonze.ufrj.br

IPEC (Fiocruz) Tel: (21) 3865-9595
Fax:(21) 2290-4532
www.ipec.fiocruz.br

NOTAS

ANVISA suspende produção e uso da Nevirapina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) suspendeu, no mês de novembro, a produção e o uso do anti-retroviral Neviral (Nevirapina 10 mg/ml), de uso pediátrico, após uma vistoria ter constatado que o laboratório fabricante não teria atendido aos quesitos de Boas Práticas de Fabricação e Controle. Em nota técnica enviada às coordenações estaduais e municipais, o Programa Nacional de DST/Aids recomendou a substituição temporária do medicamento por Efavirenz ou Lopinavir/Ritonavir até que seja finalizada nova aquisição pelo Ministério da Saúde.
O anti-retroviral suspenso, usado no tratamento da aids em crianças, é distribuído exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde. A orientação do programa é que os serviços de saúde que dispõem da medicação suspensa devolvam-na à Secretaria Estadual de Saúde, que a repassará ao Ministério da Saúde. O laboratório Cristália – responsável pela sua produção – se encarregará de inutilizar o produto apreendido, segundo as regras da Anvisa. Os pais ou responsáveis pelas crianças que utilizam a Nevirapina suspensão oral devem procurar o serviço de saúde onde o medicamento foi distribuído para realizar a troca imediata, de acordo com as recomendações do Programa de DST/Aids.

SAIBA +
A íntegra da nota técnica está no site www.aids.gov.br, no campo Novidades.

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