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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.16

07/2009

Novas Recomendações

Programa Nacional de DST e Aids divulga novas recomendações para o uso do raltegravir, darunavir e enfuvirtida em adultos. E indica mudanças importantes no tratamento de crianças

O Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde divulgou recentemente duas novas recomendações para o tratamento com antirretrovirais em pacientes com HIV/aids: a Recomendação para Terapia Antirretroviral em Crianças e Adolescentes, versão 2009, e um suplemento sobre manejo de falha terapêutica (capítulo 8) da Recomendação para Terapia Antirretroviral em Adultos.

Este suplemento, que se refere à atualização das páginas 79-86 do manual de bolso, trata da indicação de novos antirretrovirais para pacientes multifalhados: raltegravir (RAL), darunavir (DRV) e enfuvirtida (T20). “Quando for possível indicar esquemas com pelo menos dois medicamentos ativos, sendo para isso necessário incluir algum dos três novos antirretrovirais (DRV, RAL e T20), o darunavir deverá ser considerado preferencial. O raltegravir foi reservado para situações em que apenas o darunavir não compõe um esquema com potência para suprimir a replicação viral, e a enfuvirtida ficou como antirretroviral “reservado” para pacientes sem outras opções que permitam estruturar esquemas de resgate, por causa de razões de durabilidade da atividade do esquema,tempo de experiência, custo, adesão e toxicidade”, diz o texto que reforça que para indicação de novas classes de antirretrovirais (raltegravir e enfuvirtida), o paciente deve estar em falha terapêutica e deve haver resistência antirretroviral documentada em genotipagem recente (até 1 ano).

Raltegravir X enfuvirtida
As novas recomendações sugerem usar cada vez menos o enfuvirtida. “Sua indicação deve ser criteriosa e apenas quando houver impossibilidade de compor um esquema com pelo menos dois outros antirretrovirais com atividade plena. A complexidade da administração injetável, os efeitos adversos associados à sua administração, a baixa barreira genética e o alto custo reduzem a capacidade de adesão ao longo do tempo”, diz o texto com as recomendações para o tratamento de adultos. A troca do enfuvirtida pelo raltegravir deve ser feita quando “o paciente apresentar supressão viral completa (carga viral indetectável) e atender aos critérios de uso há mais de quatro meses de enfurvitida, com sucesso virológico nos últimos 60 dias, e manutenção do esquema antirretroviral com pelo menos duas drogas ativas, conforme última genotipagem”.
O PN anunciou que a partir de agora as alterações nas recomendações para o tratamento em adultos virá por meio de suplementos em formato que permita aos profissionais de saúde anexar ao manual de bolso.

Crianças e adolescentes
A última versão das Recomendações de Terapias Antirretrovirais em Crianças e Adolescentes, publicada recentemente, traz algumas mudançasimportantes em relação à versão anterior. “O consenso propõe o início de tratamento para todas as crianças menores de 12 meses diagnosticadas com HIV, independente da sintomatologia clínica, classificação imunológica ou carga viral. Também há a indicação de genotipagem antes do início de tratamento para todas as crianças”, afirma Marcelo Freitas, assessor técnico do Programa Nacional de DST e Aids.

Em relação aos novos antirretrovirais, o grupo de consenso não recomenda ainda o uso do raltegravir e do darunavir, uma vez que as informações sobre a segurança desses antirretrovirais em crianças ainda são limitadas. No entanto, o tipranavir foi incluído na lista de antirretrovirais, embora sua utilização ainda não seja recomendada para crianças e adolescentes.

“Seu registro de uso em crianças foi concedido pela Anvisa no final de abril de 2009. Entretanto, a possibilidade de sua incorporação ao consenso deverá ser discutida pelo Comitê Assessor ao longo de 2009, e vários critérios deverão ser levados em conta”, explica Freitas.

A volta do nelfinavir
Outra novidade em relação ao tratamento de crianças e adolescentes é o retorno do nelfinavir à lista de antirretrovirais autorizados para uso, após suspeitas de contaminação em 2007. “Depois de vários estudos, o nelfinavir vem sendo liberado novamente para consumo em vários países. Dadas as escassas opções terapêuticas disponíveis para utilização em crianças, o Comitê Assessor preferiu deixá-lo como uma opção dentro da estruturação de esquemas alternativos, mas não como inibidor de protease preferencial”, esclarece.

 

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